domingo, 11 de dezembro de 2011

Por aí

A turma dos tenistas de rua de Porto Alegre está por aí.






A maior parte da equipe, digamos assim, do Parque Germânia, em obras, está jogando no saibro do Parque Montaury, no bairro Moinhos de Vento.




No sábado e domingo, as três quadras de pó estiveram ocupadas pelos habituais tenistas do local e mais os desgarrados do piso duro que muito apreciam a tranquilidade e a terra batida na popular Caixa D´água da 24 de Outubro.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Contra o relógio

Viajar no tempo é possível.

Sem máquinas ou engenhos prodigioso da Física. 

Basta manter acesa a memória e na frequência aos lugares do passado, tornar presente o já vivido. 

Vai e vem

Hoje fomos visitar o Parque Esportivo Eduardo Gomes, em Canoas. (mapa) 

Há 1 ano não passávamos por lá. Apesar de morar em Porto Alegre, foi no Eduardo Gomes onde começamos a jogar tênis, em janeiro de 2004. Na época, quando namorava minha esposa, natural da cidade, íamos ao parque para caminhar. Distante 20 minutos do centro da capital, de automóvel, o local, no bairro Fátima, é uma grande área cercada, com segurança. Há estacionamento, banheiros, comércio de alimentos e equipamentos para recreação e prática de diferentes modalidades esportivas. 

Para o tênis, são oferecidas duas quadras duras. Públicas, gratuitas. O piso de asfalto deixa o jogo bastante acelerado em relação a outras superfícies mais porosas ou ao saibro. Apesar das duas canchas estarem abertas, apenas a 1 apresenta condições de jogo. A pintura recebeu algum reparo e a rede está boa. 



A 2 tem em condições apenas a rede. O piso está uma calamidade, com a tinta soltando, pontas de pedregulhos e cheio de areia. 


Jogar nela é um perigo. Se você for se arriscar, tennis lover, peça antes proteção celestial no belo oratório de Fátima, ao lado da quadra. 


Os que são

Amigos não eram. 
Amigos são. 

Nesta manhã, dois deles estavam nas quadras em Canoas.

Celebridades do free court





O Cid Moreira adora tênis. 







Mas este, ao lado, não é o Cid. 



É o Marco Antonio Queiroz, ou somente Queiroz. No tênis há 25 anos. Esteve lá para espancar a bola e dar uma suada no forte calor deste sábado de sol na região. 






Outra celebridade da pracinha que lá estava era o amigo Aurélio Carlos Cadore.

Joga há 16 anos. Já venceu vários torneios. Usa uma raquete Head Prestige.

É um tipo de jogador perigoso. Muito regular e essencialmente contra-atacador. Defende quantos ataques for preciso e possível e na primeira bola que consegue, passa a dominar o ponto. 

Hoje, matando a saudade dos amigos e do passado, perdi, como de costume, para o Aurélio. Fiz winners, acelerei de vez em quando, tivemos várias igualdades em games, mas daquele jeito consistente, o Magrão me fez correr demais, acabou com minha resistência e guardou mais uma na conta em 6/1. O consolo é que, de todos os outros da turma, o único que não venci em simples é o Aurélio e todos os outros também perdem para ele. 

Mas o que vale mesmo é o reencontro. 

Com o Queiroz, o Aurélio e os ilustres da raquete que não estavam nesta ocasião, como o João, o Ivan, o Gilvan, o Paulo, o Jorge, o Gilmar o Luiz e outros. O importante é saber que estão todos na memória, existindo contra o relógio, no lugar reservado aos amigos. 

This is tennis, my friend TL. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Parece que sim

Dezembro é Natal e Réveillon. 


Os outros dias parecem espera para estas datas. Na pressa para comprar presentes e acertar festas e férias, nem sempre percebemos que o senhor barbudo, motorista de táxi aposentado, é o mesmo Papai Noel do shopping. Nem sempre nos damos conta de que a aparente alegria dos vizinhos esconde a ansiedade de mais um ano que termina e nem todos os compromissos assumidos foram cumpridos. Ou seja, nem tudo é o que parece. 


Parece que sim



Juan Del Potro parece ter recuperado a condição de voltar a brigar pelas melhores posições no ranking. Pelo menos foi o que mostrou a final da Copa Davis contra a Espanha. Mesmo perdendo os jogos, o campeão do US Open exibiu a força agressiva, marca do seu tênis. 

Depois do Natal e do Réveillon, em 2 de janeiro, Del Potro vai estar em Punta del Este, no litoral uruguaio, para jogar a Summer Cup. Torneio com 7 anos de prestígio que reúne profissionais e convidados. 


Chamado a participar do encontro, Guga Kuerten parece que vai estar lá no Cantegril Club.

 Gustavo Kuerten 

Acho q sim, ehehehe! RT: Tais maluco? RT Daki a um mês, 2jan, vou encarar as marretadas do Del Potro em Punta del Este:

Ser ou não ser


Eis a profunda questão a atormentar as mentes. 


Diga então, sem vacilar: quem é quem? Vâmu! 




























fonte: blog TopSpin

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Desentocaram as baratas

Já desentocou baratas, tennis lover?


Vão, cada uma para um lado, baratinadas, como o perdão do trocadalho do carilho, meio perdidas, sem rumo.


Não vá ficar assim.



Fechou


É que finalmente estão interditadas para reformas as duas quadras do Parque Germânia, em Porto Alegre, reduto de baratas da raquete. As quadras são usadas por dezenas de tenistas de diferentes categorias que ao longo da semana praticam seu esporte no local. Recuperando o que já publicamos aqui em posts anteriores, as quadras foram fechadas para obras. O que não estava certo é de que as duas ficariam fora de operação simultaneamente. A proposta era de trabalho consecutivo ou seja, termina uma, começa a outra. Não ocorreu assim. Agora é necessário esperar até o dia 22, se nada atrasar, para que os equipamentos sejam devolvidos à comunidade. Na ocasião também deve ser apresentada a proposta de criar uma associação dos tenistas do parque.

Detefon


Se você se sentir meio tonto ou perdido sem saber para onde correr, desentocado, não é efeito do Detefon.


É resultado da abstinência.

Tênis vicia.

Faça assim, curta a metamorfose sem pânico, siga a orientação já passada de procurar abrigo em outras quadras públicas da capital e da Grande Porto Alegre.



Outra opção é parar e ler Kafka.
Para entender melhor a sensação de ser una cucaracha.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

In tenis veritas




Enquanto os filósofos procuram a Verdade, nós vamos vivendo de opinião.



E você, TL, atento, observador e juiz sensato daquilo que o rodeia no mundo do tênis, pode compartilhar um pouco do que pensa com a comunidade da raquete.




O site TenisBrasil já abriu a consulta dirigida para interpretar a temporada 2011 e projetar a de 2012.
As hipóteses respondidas levarão à análise e dela surgirá a síntese, bem como gostaria Hegel.



Reflita, clique aqui e responda.





In tenis veritas.

Onde está a grana

Cansado de ver sempre os mesmos na quadra do parquinho, tennis lover?

Cansado de parar para assistir o Brasil Open e topar com aqueles tenistas com ranking bem acima de 100 e outros que, melhores colocados têm um tênis tão duvidoso que você se pergunta como ele pode estar onde está?

Seus problemas acabaram.



Depois de Fernando Verdasco e Gilles Simon, David Nalbandian, ele mesmo, o Senhor Barriga, também vai disputar o Aberto do Brasil, realizado em São Paulo.

É claro que você já sabia disso, se esteve acompanhando as notícias do tênis na última semana. Sabia também que o torneio vai ser entre 11 e 19 de fevereiro de 2012, no saibro coberto. Sabia inclusive que a vinda destes jogadores ao país para jogar um ATP 250 se deve à força econômica de São Paulo, coração financeiro da nação.

É onde está a grana.

E o tênis, como um esporte com premiações altas e cenário de negócios milionários, vai onde está o dinheiro.

Agora, você que é generoso e quer contribuir para a pujança do torneio e prosperidade dos jogadores em troca de bom tênis, pode ir a Sampa, bem mais perto do que a Costa do Sauípe. A promotora do evento ainda não divulgou informações sobre a compra dos ingressos.

fonte: site Brasil Open 2012



sábado, 3 de dezembro de 2011

Chamou pro soco

Sabe como são os guris.

Na época de escola, volta e meia se provocam.

No fim da aula, aquela correria.
Alguém pergunta:

"O que foi?"
"Fulano chamou Seikem pro soco?" 

Vida adulta


Se provocar e medir força é parte da nossa natureza. Precisamos disso para a autoafirmação, para demarcar nosso território e reinar, de certa forma, sobre os outros de nossa espécie. Civilizados, porém, usamos o esporte como campo apropriado para estes duelos.

Pro soco





Provoca daqui, provoca dali, Lucas Estivalet, de azul, e Rodrigo Avancini, de branco, foram hoje pro soco.





Soco metafórico, tennis lover.

Cavalheiros que são, educados e tenistas, os dois apostaram um troco e foram para a quadra do Parque Germânia no sol do meio-dia para decidir quem é o melhor entre eles.


Como testemunhas do fight, Allan, sentado, e Gabriel, em pé, mostrando a empolgação de quem recebe uma multa de trânsito.


Tudo bem, ainda era o bate-bola.



Mas a briga esquentou.

"- Massacre." Gabriel
"- Se encolheu." Allan

Foi o que disseram as testemunhas sobre Rodrigo, também cordialmente chamado de Chuck pela turma. Segundo eles, sem apelar para dedo no olho ou ofender a mãe, Lucas controlou bem a partida e ganhou por 2 sets a 0 em 6/3 e 6/2

Essa doeu.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nem eu

Nem tu.
Nem ele.
Nem nós.
Nem vós.
Nem eles.

Ninguém, tennis lover, vai jogar tênis no Parque Germânia por cerca de duas semanas, até a reabertura das quadras, marcada agora para o dia 22 de dezembro. A previsão inicial, de entrega no dia 5, como havíamos publicado, foi superada. O cronograma antes divulgado pelo Roberto Rocha, tenista que está representando os jogadores do parque junto à empresa responsável pela área em parceria com a prefeitura, era de que, estando pronta a quadra já em obras, começaria o trabalho de restauração daquela que hoje está aberta.


No entanto, nesta semana, funcionários da construtora do Jardim Europa, administradores do parque pela parte da empresa, disseram que a próxima etapa da obra inclui manter fechada a quadra 2, já em processo de pintura do piso, e interditar também a quadra 1 para reforma a partir dos próximos dias. As duas voltam a ser abertas na tarde do dia 22, uma quinta-feira.






Uma cerimônia protocolar deverá marcar a devolução dos equipamentos revitalizados à comunidade. Está prevista a presença de secretários municipais, empresários e jogadores. 


Quo vadis?





Eis a pergunta.



Onde vais, guerreiro?





Para não queimar o filme, se você chegar lá no Germânia com a raquetinha embaixo do braço e der de cara com aquela fita amarela de interdição, o negócio é sair de fininho atrás da turma.


Quem não estiver nos clubes ou quadras alugadas, vai estar pelo Parque Montaury, no Moinhos de Vento, na La Hire Guerra, no Três Figueiras, no Eduardo Gomes, no bairro Fátima, em Canoas, na Adel de Carvalho, em Ipanema ou vai estar em casa mesmo, criando barriga.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E as meias?




Meias sujas de saibro são uma tradição.






E tradição é assim, dela não nos desapegamos facilmente.

O tradicional é um hábito consolidado que ganha contornos de história e alterá-lo é mexer com opiniões e emoções.


Mesmo que manchadas para sempre, as meias sujas do ocre do tijolo ostentam a marca das partidas, como as cicatrizes das batalhas.

Tenista que não tem uma meia encardida, é de desconfiar.

Mudança de cor


Imagine um jogo de futebol do seu time num gramado... vermelho.
Estranho?

Imagine um jogo de tênis no saibro... azul.
E aí?


Saibro azul, pintado. Assim será o piso do próximo Master 1000 de Madrid, a ser realizado entre 4 e 13 de maio de 2012. A medida valerá por pelo menos os próximos 2 anos. A novidade foi apresentada ontem pela organização do torneio. O promotor da competição, Ion Tiriac, afirma que a superfície vai facilitar a visualização da bola, por criar um melhor contraste, e também a transmissão de TV.



A mudança recebeu aprovação da ATP e da WTA.




Entendem por que Wimbledon é Wimbledon?







Nada a ver


Mesmo que facilite a visão da bola, Roger Federer e Rafael Nadal, mais conservadores, acreditam que pintar o saibro de azul não tem nada a ver. A novidade descaracteriza o jogo no piso de terra batida. É um outro jogo para tenistas e público.

Jogo sujo

E as meias?
Vão ficar azuis?



O campeão no saibro de Madrid não ficará sujo, melequento do pó vermelho, com as roupas imprestáveis e as meias podres?





Acho que ele ficará assim:













Aqui, vídeo do Terra sobre a quadra.

Fontes: Terra TV
Uol

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Alguém está olhando

Break point contra, tennis lover.
O cara do outro lado está só passando bola, esperando você errar.

Nervoso, você decide que tem que ir para as linhas.
Do lado de fora, os secadores observam.

"Tá com o braço encolhido. Hum hum."

Você sabe que precisa desse ponto.
Agride.
Bate uma paralela funda, junto à linha, vencedora e, pronto para soltar aquele 'vâmo' preso na alma, escuta o adversário gritar FORA! e apontar aquele dedinho salafrário.

Você viu que a bola foi boa.
Todos os de fora viram.
Mas ninguém quer falar nada. Não vão se meter na marcação. A quadra é dura, não deixa marca e, lá na praça, guerreiro, não tem o challenge.

Depois da confusão, das desconfianças e da certeza de que não se voltará atrás no ponto, você perde um jogo que sabe que poderia ter vencido.

Mas você venceu.
Só que não sabe.

Vitória moral




"O que fazemos em vida ecoa na eternidade." Maximus Decimus Meridius 








A frase do gladiador, que não é o Kléber, é uma máxima ética.



Serve para todas as ocasiões, inclusive no tênis. O que você faz em quadra revela um pouco do que você é, my friend TL. E fica registrado.

Se você foi justo e educado e seu adversário foi o contrário disso, tendo vencido o jogo, ele perdeu o respeito. Já você, tendo perdido um, ganhou o outro .

Alguém sempre está olhando e, vendo, julgando.



Cuidado


Vejam o Nadal.


Apalpou o Juan Monaco.

Achou que ninguém estava observando essa bola fora.

Ou bola dentro.

Você é quem julga, tennis lover.

Ui!




fonte: Facebook Tenisbr