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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vem de baixo

É de baixo que se cresce, tennis lover.


E lógico, é lei da natureza.




Ninguém chega chegando, tipo o Megamente.






Desta maneira, vindo de baixo, nosso amigo tenista, frequentador assíduo das quadras públicas do Parque Germânia, em Porto Alegre, Evaldo Schimidt (de boné), subiu um pouco mais na prática do tênis.



Ele conquistou o troféu de campeão da 5ª Classe da VII Etapa do Circuito de Classes Dietze Tennis, aqui na capital guasca do pampa. Iann Camargo, na foto, foi adversário na final e ficou em segundo.



Se dedicando pra valer ao tênis há pouco mais de 1 ano, Evaldo, que se desenvolveu nas quadras públicas da cidade jogando com a gente, mostra que, com vontade de aprender e garra para competir, qualquer pessoa pode vencer.



Começando de baixo.

Crescendo.

C´mon!

foto: Rosane Dietze
imagem: divulgação

sexta-feira, 27 de julho de 2012

As quadras provocaram isso

Tentar não é conseguir.

Dá para dizer que os responsáveis pela área o tênis no Parque Germânia tentam, mas não conseguem. Pode ser boa vontade sem empenho, pode ser empenho sem recursos, pode ser recursos sem boa vontade e começamos tudo de novo. Por se tratar de um parque público, sabemos que burocracia e orçamento e interesses políticos são coisas que precisam ser acomodadas para se chegar aos objetivos.

Fatos

As placas que orientam a prática da modalidade no Germânia, recém instaladas, ajudam a disciplinar o uso. Uma necessidade atendida pela qual todos agradecem. Mas não há um tópico fundamental.

Não expressam a prioridade para jogos de duplas.

As duplas servem para botar mais gente em quadra jogando e assim desafogar a fila de espera em dias de maior movimento. Como não há nada mencionado nas normas, pode ocorrer equívoco e com ele, conflito. Dois desavisados que cheguem lá e batam pé que vão jogar simples tendo 40 em volta querendo a vez, por exemplo. Recorrer a quem ou o que na hora de decidir sem preterir?

Outro problema permanente é o piso das quadras. Volta-se ao assunto porque ele segue insolúvel. 
Quem não joga tênis ou joga pouco ou não quer enxergar, olha para as canchas e vê que na aparência elas estão bem. No entanto, é só aparência. O material é inadequado e sem qualquer resistência. O tênis em nível mais competitivo fica sem qualidade.

Às vezes a turma de tenistas se pergunta ou se surpreende como muitos jogadores de maior nível deixaram de frequentar o parque.

A resposta, todos elaboram por si mesmos: as quadras provocaram isso.

fotos: tenisderua

terça-feira, 17 de julho de 2012

Você está entendendo?

O resultado de uma pesquisa divulgado na segunda-feira aponta que 38% dos estudantes que frequentam as universidades brasileiras são analfabetos funcionais. São pessoas alfabetizadas, mas que não compreendem bem aquilo que é lido.

Falta de exercício, de leitura e interpretação.
Você está entendendo, tennis lover?
Se não estiver, larga essa raquete e pega um livro imediatamente.





Bom, agora só analfabetos funcionais podem dar alguma desculpa por não saberem quais as regras para uso das quadras de tênis do Parque Germânia, em Porto Alegre.










Placas foram instaladas nas laterais das canchas com normas disciplinares para ajudar a tornar a prática do tênis mais sadia e democrática.









Nesta manhã, o Paulo Diebold, o filho Eduardo e a companheira canina Zara, que também gosta de uma bolinha amarela, davam o exemplo. Adultos, crianças, iniciantes e avançados podem jogar em harmonia se respeitarem o equipamento, que é para tênis e não outras modalidades, e uns aos outros.




Lendo o jogo


Em Gstaad, na Suíça, Thomaz Bellucci leu bem o jogo e, sem problemas, despachou Blaz Kavicic do torneio com duplo 6/1. O brasileiro, que venceu este ATP 250 em 2009, o primeiro da carreira, agora pega  Mikhail Youzhny, que já derrotou Bellucci nas 3 vezes em que jogaram.

Vai ser pedreira na poeira.

Mas para escrever a história que será lida depois, não tem outro jeito.

fontes: Correio do Povo
Tênis Brasil
fotos: tenisderua

segunda-feira, 4 de junho de 2012

No escurinho

Lavou, tá novo.

Garante o ditado popular, para certas coisas, tennis lover.
Poderia, a máxima de esquina, ser parafraseada.
Algo do tipo, pintou, tá novo.
Remendou, tá novo.

Mas a novidade está nos olhos de quem vê.

Você que sabe

De longe, a reforma sobre a reforma em uma das quadras do Parque Germânia, em Porto Alegre, a que estava mais castigada apenas 5 meses após a chamada obra de recuperação do piso, inaugurado com fita vermelha, inclusive, ficou boa.

Parece nova.

Remendou, pintou, tá novo.
Mas de perto, olha a tinta já indo embora das linhas.

Remendou, pintou, tá novo?

Jogando tênis, a sensação não é bem esta.



A opinião geral inicial, ouvida no fim de semana passado, o primeiro com a cancha liberada, foi algo do tipo "é, está melhor do que estava."              
                                                                                                                                                                                                                                                                                                     arquivo Tênis de Rua

Isto é o mínimo em avaliação, já que a quadra estava cheia de buracos, lisa e rápida demais, como o Tênis de Rua vem repercutindo e que é o pensamento dos tenistas que consideram que a superfície anterior era incomparavelmente superior.

No escurinho


Hoje, já no escurinho do fim da tarde, conversamos com dois tenistas de rua que frequentam o parque quase que diariamente. Evaldo da Silva e Paulo Ricardo Correa. Eles disseram que jogaram na quadra 'remandou, tá nova' a maior parte do turno. Segundo a dupla, a operação tapa-buracos deixou a desejar e muito. Onde foram aplicados os remendos, ainda há rachaduras e o piso não está plano.




"Ficou irregular, a bola, quando pega em certos pontos, quica sem direção, sai para o lado. Até parece um saibro ruim", falaram Paulo e Evaldo (direita).



De qual lado?


Quem se empenhou na obra, pode detestar a crítica.
Porém, se for sensato, deve também compreender que ao apontar o aquém, é porque se espera o além, lá onde está o melhor e que pode ser feito para toda a comunidade. Isto é avanço.

Temporada

Segue o saibro abençoado de Roland Garros.
Destaque para Rafael Nadal, que hoje aplicou 6/2, 6/0, 6/0 em Juan Monaco que volta para a Argentina de bike.

fotos: Tênis de Rua 

domingo, 20 de maio de 2012

Sede de tênis

Sabe quando você sai da quadra suado, cansado, tennis lover, sedento?

O desejo é ter água fresca à mão.


Atendendo à necessidade dos jogadores com sede, um bebedouro foi instalado entre as quadras do Parque Germânia, em Porto Alegre. Antes era preciso caminhar até o playground ou aos banheiros para tomar um gole ou lavar o rosto e nem sempre havia água disponível. O bebedouro era uma reivindicação antiga dos frequentadores aos responsáveis, público e privado, do parque.



Sede de tênis


Se por um lado é elogiável a construção do bebedouro, que mata a sede de água, por outro, é preocupante a situação do piso das quadras.

Matar a sede de tênis não está tão fácil assim no parque.

Uma das duas quadras está em condições que impedem jogos mais disputados. O piso, reinaugurado em 22 de dezembro do ano passado, já se encontra destruído. O tênis mais competitivo, que havia sido prejudicado pela espécie de superfície, que deixou a quadra muito rápida, agora





sofre com os buracos e rachaduras espalhados por toda a área de jogo. A deterioração foi rápida. Logo a outra quadra vai estar em estado semelhante pelos sinais que apresenta.







Explica-explica

                                                                                                        arquivo Tênis de Rua
Os argumentos dos responsáveis pela reforma, criticada por muitos jogadores de maior nível que usam as quadras, é de que não havia orçamento para manter o piso original. Optaram pelo material mais barato e entregaram a execução aos funcionários do parque, os mesmos que cuidam da jardinagem.

Economizaram.

Com isso, disseram, manter a quadra fica mais fácil, já que é só usar o mesmo material ou um compatível, de custo baixo, em caso de necessidade de remendos.

E é bem isso, remendos.

É uma lógica frágil.

A quadra não durou 6 meses.

Se a cada 6 meses ou menos for preciso investir dinheiro no equipamento, em pouco tempo ele terá consumido mais do que se o investimento e o capricho tivesse sido um pouco maior e um piso durável tivesse sido feito.

Com a palavra, novamente, os responsáveis.

fotos: Tênis de Rua

terça-feira, 15 de maio de 2012

São o "ó!"

Elas servem para divulgar a luta contra o câncer de mama, para arrecadar recursos a serem empregados no combate à doença, para tirar foto fazendo "zoínho".

Mas para jogar tênis... tem que ser forte.

São o "ó!"

Escuras demais, tennis lover.

Hoje, o Tênis de Rua teve que superar a quadra excessivamente rápida do Parque Germânia (e vamos falar mais sobre isso em breve, já que a reforma feita em fim de dezembro passado deixou o piso ruim em relação ao anterior, com material inferior e acabamento inqualificável) os slices venenosos do Diego Uchôa, esse aí se escondendo atrás das pink Penn, e as escuras bolas rosas para vencer um set por 6/4.

 Parabéns




Com bolas amarelas, normais, e muito talento, o gaúcho Guilherme Clezar, de 19 anos, venceu o primeiro Challenger da carreira, em Goiás, derrotando o chileno Paul Capdeville por 2 sets a 0.




C´mon!!

fontes: Ace BandSports
Tênis Brasil
fotos: Tênis de Rua
cbtenis

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O povo quer mais

Parabéns aos vencedores do Aberto de Duplas do Parque Germânia.

Masculino A

Cezar Gheno e Gabriel Hennig - campeões
Jader Oliveira e Persius Judicko - vices

Masculino B

Joubert Rosa e Fábio Leindecker - campões
Fábio Rech e Alexandre Marques - vices

Masculino C

Martin Sanchez e João Dácio - campeões
Rodrigo Rossato e Eduardo Pires - vices

Duplas mistas                                                                 
                                                                                (casal Zucchi em ação)

Jader Oliveira e Luiza Freitas - campeões
Cezar Zucchi  e Janine Zucchi - vices

O torneio

As partidas foram disputadas nas quadras públicas do Parque Germânia, em Porto Alegre, nos dias 31 de março e 1° de abril (sábado e domingo). Após 28 jogos e 16 horas de muito tapa na bola, os vencedores foram conhecidos.


O Tênis de Rua oferece um cumprimento caloroso em reconhecimento à participação de todos os
jogadores, vencedores ou não, e aproveita para agradecer aos organizadores a promoção do evento.



O povo quer mais.
C´mon!!



foto: Tênis de Rua
organização do torneio

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vai ser lindo de ver



Digo sempre para minha esposa, Silvia, que rugby é jogo para macho.






Porque para o cara ficar se agarrando em coxa de homem suado, ele tem que ser macho mesmo, convicto.





Másculos


Em breve os tenistas que frequentam o Parque Germânia, em Porto Alegre, também vão mostrar que são machos pra chuchu.

Não, tennis lover, ninguém vai jogar rugby ou ficar se agarrando.


Sai pra lá!


O que vai ocorrer é que as bolas rosas trazidas do Canadá pelo Diego Uchôa vão ser colocadas em ação em breve.

Os machos vão jogar com elas.
Ah, vão.

Vai ser lindo de ver.


Aguarde.

fotos: blogdogroo
aqueladica
Tênis de Rua

quinta-feira, 15 de março de 2012

Fogo na jaca

Duas breves, mas importantes notas sobre o tênis de rua em Porto Alegre.




A primeira: as quadras do Parque Tenístico José Montaury, no Moinhos de Vento, estão sendo preparadas para receber jogadores da Copa Gerdau. Reformadas e após usadas pelo evento, elas ficarão para comunidade.







A segunda: é hora de trocar as cordas da raquete e dar uma acelerada no treino. No fim do mês tem torneio de tênis no Parque Germânia.



Façam suas duplas e fogo na jaca, tennis lovers!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

A inteligência que se tem

Quadra de tênis é para tênis.

É óbvio, diriam.

Nem para todo mundo, tennis lover, aquilo que é evidente é percebido como tal.

Tênis

No fim da tarde quente desta segunda-feira em Porto Alegre, eu e o Lucas suamos para vencer o Leviton e o Alexandre num agradável, solto e disputado jogo. A partida, na quadra 1 do Parque Germânia, foi até pouco depois do sol se mandar.

Até aí, o que se praticava na cancha era tênis.

Mas depois, não.

Outra coisa

Após nosso jogo terminar, fomos ao shopping center, ao lado do parque, para cumprir com obrigações bancárias.

Pagar conta, mesmo.
Ficar mais pobre ou menos rico, como quiserem.

Ao retornar para pegar o carro, flagramos a mãe e seus filhos fazendo outra coisa na quadra 1.
Ela brincava com a criança com raquetes e bolinha.



Tudo normal e recomendável.

Que venham mais pessoas às quadras públicas para... jogar tênis!

Este é o espírito que difundimos.






Mas a adolescente que estava junto patinava alegremente pela quadra.

E os patins pressionam o piso, riscam a pintura das linhas, acelerando a degradação.

Situações como esta são frequentes e por mais que gente tente alertar para que o equipamento esportivo seja respeitado, nem todos entendem.






Não reconhecem o óbvio.




Percebê-lo revela a inteligência que se tem.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O cara quer vencer

Cara de mau, tennis lover.

Para jogar tênis de maneira competitiva, você pode ser simpático, deve ser educado. Mas sem essa de ficar dando sorrisinho para foto.

Tem que ter atenção e foco.

Olha a cara do Lucas Estivalet, por exemplo.
O cara quer vencer, TL!

Quer investir no tênis pra valer e está dando um importante passo rumo a este objetivo.

Para conquistar as vitórias esperadas, o Lucas conta agora com o apoio da Nery Beck, uma rede de lojas esportivas de Porto Alegre, especializada em tênis.

Além da parceria, o Lucas conta também com o próprio jogo, é claro. Segundo ele, seus pontos fortes em quadra são o forehand angulado e a devolução de serviço.

Golpes que ele já comprovou eficiência nos torneios Centauro de Tênis 2010 - Simples Masculino, 2ª classe, onde chegou às semifinais, no União Open 2010 - Simples Masculino, 2ª classe, onde também foi às semi e na I Etapa Ranking TENNIScom 2011 - Simples Maculino, 2ª classe, quando alcançou as quartas-de-final.

O plano agora é disputar o Dietze Tênis, de 09/03 a 18/03/12 em Porto Alegre, o Torneio de Páscoa de Pelotas, RS, entre 05/04 e 08/04/12, a Copa Docelina de Tênis, de 13/04 a 15/04 em Santa Maria, RS e o Aberto de Santiago, entre 20/04 e 22/04/12, em Santiago, RS.

Outra meta do jogador, ainda neste ano, é passar uma temporada na Europa, para onde já havia viagem marcada em janeiro último, mas houve um atraso. Nesta ocasião, o Lucas pretende conhecer academias, jogar torneios de maior nível técnico e se preparar para competir no circuito future.

Mais do mesmo


Se você não conhece o Lucas, dá uma chegada no Parque Germânia, na capital, tennis lover.

O cara é tenista de rua, joga também na praça, onde todos se misturam. Para nós, que somos defensores da ideia do tênis inclusivo e democrático e adoramos partidas na quadra pública, é um orgulho ter um de nosso grupo se destacando no esporte.

Mas antes de convidar o cara para bater uma bola, se liga na ficha dele.

Nome: Lucas Estivalet.
Idade: 21 anos
Início no tênis: 10/2010

C´mon!!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Você pode se melecar

"Não julgueis a fim de que não sejais julgados; porque sereis julgados segundo tiverdes julgado os outros; e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles." (São Mateus, cap VII, v.1,2) 



Pouco importa se você é Cristão ou de qualquer outro credo, se é ateu ou agnóstico, odeia os pastores das igrejas eletrônicas, não quer ouvir falar ou nunca pensou nada a respeito de religião.

O papo aqui não é conversão, pregação nem catequese, tennis lover!

É apenas para mostrar que princípio ético exposto pelo jovem arretado da Galileia vale nas relações sociais mesmo que Deus não tenha nada com isso.

Quer ver?

Na semana passada o Renato mandou essa foto para o site onde o Carlitos aparece bebendo um refrigerante. O retrato tinha o propósito de ser uma homenagem irônica ao Rodrigo Miranda, que jogando com o Carlitos no dia 11/02, perdeu uma partida que valia um refri em aposta.

Hoje, no Parque Germânia, veio o troco.

O Rodrigo, jogando com o Paulo (Voadora :P) venceu de virada justamente o Renato e o Carlitos. Saíram de um 0/3 para fechar no tie break em 9/7.

"Agora bota no site!!!" Rodrigo, ao final do jogo, julgando na mesma medida


Faltou a foto. Mas está no site, atendendo ao pedido, fazendo justiça, apimentando a rivalidade, sem perder o humor e pela amizade.



Então, fica ligado, TL!


Se cuspir contra o vento, você pode se melecar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Que mistério

Se você estiver seco para jogar tênis, é preciso que a quadra também esteja.

Caso contrário, é soda, já dizia o Fócrates.

Lá distante, no meio da quadra 1 do Germânia, de vassoura na mão, o Paulo Diebold, Paulão, tenta espanar a água da chuva rala, mas insistente, que formou poças e atrapalhou os planos dos fissurados tenistas de rua na tarde de hoje, em Porto Alegre.

Será que em casa o empenho é mesmo, tennis lover?!

Que mistério.





Poeira


Pouco confiante nas condições meteorológicas, fomos eu, o Felipe Medeiros, o Lucas Estivalet e o Roger Pires até o saibro da La Hire Guerra, pertinho do Germânia.

Como a chuva foi fraca e intermitente, estragou a quadra dura, porém não foi suficiente para encharcar o pó. O piso da La Hire estava em condições. Jogamos até chover pra valer, na boca da noite.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Meias soluções


Estamos de volta ao Parque Germânia, tennis lover.

As quadras, reinauguradas na quinta-feira, 22/12/11, já recebem os tenistas que estiveram afastados do local por pelo menos 15 dias, desde que houve a interdição das duas canchas para a devida reforma. No piso foi aplicada uma manta de cimento para tornar uniforme a superfície, a pintura azul, semelhante a anterior e redes novas foram colocadas.



Aos envolvidos no trabalho, desde a reivindicação até o final da execução, fica o grato reconhecimento dos tenistas.

Algo a ser dito


O momento poderia ser melhor desfrutado pelos frequentadores do parque.

No entanto, uma suave discordância política está provocando certos desentendimentos, digamos assim.

Há quem entenda que o trabalho foi resultado do empenho praticamente exclusivo de um grupo de representantes dos jogadores e que esse grupo tem o mérito pela obra e tudo o que pode advir disso.

A reforma das quadras teve como estímulo a reivindicação dos tenistas do parque e ninguém pode deixar de reconhecer este esforço. Porém, a obra viria a ocorrer, mais hoje, mais amanhã, com a solicitação deste ou daquele, pela necessidade da mesma. Seria isso ou o abandono. Trata-se de um espaço público sob administração do município e da empresa construtora concessionária da área. São eles os responsáveis pela manutenção geral - iluminação, bancos, lago, gramado, banheiros, quadras esportivas.

O estímulo dos tenistas acelerou o processo.
A ele se juntou o interesse dos moradores do bairro que por meio de uma associação contribuem para a conservação do espaço.

Aliás, a raiz do problema está justamente em ter deixado o piso tanto tempo sem reparos. E reformar a quadra não é de competência dos jogadores. Eles, amantes do tênis, são os primeiros a zelar pelas canchas, mas não podem reformá-las.

A burocracia e um pouco de desinteresse que pode ter havido, permitiram que o desgaste das quadras ocorresse sem freios, comprometendo-as. E assim como a prefeitura, pelos seus departamentos competentes, é responsável pelas galerias de água da chuva, por manter vias transitáveis na cidade, ela e seus eventuais parceiros são os que possuem a atribuição de manter praças e equipamentos esportivos municipais em condições.

Portanto, a reforma das quadras do Parque Germânia foi o cumprimento do esperado pela gestão da cidade. Merece agradecimento, mas não foi favor, foi dever executado pelo bem da cidadania.

Estas quadras, que são de todos e por todos devem ser apreciadas, usufruídas e cuidadas, não devem servir de palanque político para pretensões particulares, vaidades ou outros interesses menores.

(foto ao lado - Diego Uchôa)


Faça seu próprio julgamento


Em uma conversa com um funcionário diretamente envolvido com o setor de obras do parque, o Tênis de Rua soube que no ano passado a água fora cortada do bebedouro localizado no playground por meses por determinação desta pessoa. Segundo ele, foi uma medida punitiva à população por causa dos frequentes danos provocados ao bico de água. Disse que já haviam gasto tanto em reformas e que, se os usuários não cuidavam, ficariam sem beber.

Ora, essa lógica é perversa.

O usuário não paga pelo serviço?
Quem pode deliberar e determinar isso, como um juiz da sociedade?

E se os médicos do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, parassem de atender acidentados só porque eles cometeram imprudências no trânsito?

E se a polícia parasse de fazer a segurança pública só porque os criminosos insistem em ser bandidos?

O princípio é o mesmo: a população quebra, logo fica sem água.

Isso não é educativo, e por isso, irresponsável. O correto seria fiscalizar, orientar e penalizar o infrator, não o inocente. Como não conseguem, argumentam que não possuem servidores o suficiente, que não podem cuidar o tempo todo, que não há orçamento suficiente.

Isto é problema de gestão.
Que a gestão resolva.
O que não dá é para tratar o que é público de modo arbitrário, com meias soluções.

Sobre a qualidade das reformas nas quadras, faça seu próprio julgamento, tennis lover.

Segundo jogadores com os quais conversamos, na quadra 1 há áreas do piso com bolhas abaixo da superfície. Poderá a camada superior descolar, abrir um buraco? Em quanto tempo? Na quadra 2, há rachaduras com sinais de umidade presente e o cimento já está soltando. Vai aguentar o peso do clima?





Com a palavra, os construtores.

O Tênis de Rua está aberto ao contraditório. Não seria diferente, pois é um espaço democrático, mas independente e que representa o interesse geral dos tenistas.



Não serve para lisonjas vãs.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Desentocaram as baratas

Já desentocou baratas, tennis lover?


Vão, cada uma para um lado, baratinadas, como o perdão do trocadalho do carilho, meio perdidas, sem rumo.


Não vá ficar assim.



Fechou


É que finalmente estão interditadas para reformas as duas quadras do Parque Germânia, em Porto Alegre, reduto de baratas da raquete. As quadras são usadas por dezenas de tenistas de diferentes categorias que ao longo da semana praticam seu esporte no local. Recuperando o que já publicamos aqui em posts anteriores, as quadras foram fechadas para obras. O que não estava certo é de que as duas ficariam fora de operação simultaneamente. A proposta era de trabalho consecutivo ou seja, termina uma, começa a outra. Não ocorreu assim. Agora é necessário esperar até o dia 22, se nada atrasar, para que os equipamentos sejam devolvidos à comunidade. Na ocasião também deve ser apresentada a proposta de criar uma associação dos tenistas do parque.

Detefon


Se você se sentir meio tonto ou perdido sem saber para onde correr, desentocado, não é efeito do Detefon.


É resultado da abstinência.

Tênis vicia.

Faça assim, curta a metamorfose sem pânico, siga a orientação já passada de procurar abrigo em outras quadras públicas da capital e da Grande Porto Alegre.



Outra opção é parar e ler Kafka.
Para entender melhor a sensação de ser una cucaracha.