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segunda-feira, 2 de março de 2015

Atacou novamente

Difícil não é o tênis.
Difíceis são os tenistas.

Tem um jogador, tennis lover, que a gente tenta de todos os modos se aproximar e ser amigo.

Bruxo, irmão de quadra, sabe.

Mas, é quase impossível.

Esse mesmo cara já discutiu com vários, vários da nossa turma.

Um deles está hoje em Floripa. Gente fina! Mas, foi ofendido pelo nosso herói por causa de um ponto duvidoso. Pode isso?!

Outro, aqui da capital da gauchada, esquentou com uma agressão dele, acho que uma bolada. Não foi por menos. Quase saíram no braço e agora nem se falam. Foi insolente com outro tenista, um senhor, por duas vezes na frente de todos. Armou um papelão quando eu e outro tenista brother entrávamos em quadra num dia de confraternização, quando um amigo nosso se despedia para ir à Rússia. (leia aqui no link que há uma menção ao comportamento inadequado).


Bom, mas vamos parando que a lista é longa.
E só aumenta.

Hoje, o espaçoso atacou novamente.

Jogamos juntos e já não foi agradável. É ruim o cara estar errando e ficar tentando corrigir o parceiro que também erra e se inibe quando cai o desempenho da dupla.

É uma falta ética no mundo do tênis de rua.

Outra falta ética é ter vaga apenas para um no jogo seguinte, sua dupla estar de fora e você se escalar para entrar, tennis lover.

É tipo cartão vermelho moral!

Se tem você e seu colega fora, deve-se conversar e normalmente, no nosso grupo, se decide quem entra na sorte do par ou impar. Pois, nosso amigão se escalou para jogar. Perguntei “nem um par ou impar?”

Ele disse que não, na cara dura.

Entrou para jogar. Sob protesto, alegou que tinha compromisso e sempre dava lugar a todos e por isto tinha razão.

Rodou em lógica, né?!

Sobre a pretensa bondade, todos sabem que ele dá lugar quando não quer ou não pode jogar. Que ele é arrogante e vazio. Tão vazio que só tem a própria imagem distorcida de si mesmo diante dos olhos.

E por isto, não enxerga ninguém além do ego.

Não pode ser educado e cortês como todos são porque ele acredita ser diferente de todos, privilegiado e merecedor. Por isto, sentindo desgosto com a atitude, fiz críticas provocativas ao meu amigão que respondeu com ofensas em cascata e decretou que eu não aparecesse mais na quadra.

É de rir... Mas, prefiro lamentar. Rindo.

Não dei importância porque não é importante. Gente assim não é importante. Porém, o registro fica como observação de como nos comportamos às vezes, por nada. Por causa de um esporte. Na várzea, acontece.

Um verdadeiro companheiro que via de fora desde quando jogávamos um set que perdemos, percebeu que o desprestígio ainda teve um agravo.

“Pô, eu vi tu incentivando ele o jogo todo, falando com ele, que tava mal, dando moral pra ele e aí ele te fez essa sacanagem!”

Pois é, Tennis lover.
Se na sua turma da pracinha tem alguém assim, não esquenta.

É ruim. Só não faça igual. Essa é a moral da história. 
Difícil não é o tênis.

São os tenistas.

C'mon!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Entrevista com um ex-vampiro

Tem um companheiro nosso que anda meio sumido das quadras, tennis lover.

E muito se tem especulado sobre as razões, já que o cara praticamente batia ponto no saibrinho com a turma.

Para saber, resolvi conversar com ele, que autorizou botar esse papo aqui no blog, já que pode servir de reflexão para pessoas em outros lugares onde o Tênis de Rua é lido.

TR - O que afastou você da quadra? 

- Um cansaço acumulado. Físico, mas principalmente mental e emocional. 

TR - Como assim?

- Eu vinha jogando quase que diariamente há 1 ano e 9 meses. Isto desgastou um pouco o físico e eu precisava parar. Os jogos eram sempre com os mesmos companheiros, praticamente. Foi ficando previsível, rotineiro, perdendo um pouco da graça, até porque o comportamento repetitivo em algumas coisas foi ficando desagradável. 

TR - É o cansaço emocional... Mas o que houve de concreto?

- Sim. Certas coisas que, sendo insistentes, não ficaram e não ficam bem. Por exemplo, falar mal de um colega presente ou ausente, julgar com precipitação seu modo de agir, mordacidade constante em comentários, excessos de vaidades, agressividade, isolamento de um ou outro que age diferente ou pensa de outra maneira ou não joga tão bem quanto os mais competitivos. Isto tudo foi deixando o dia a dia estranho e ir jogar foi ficando sem aquela alegria de antes.

TR - Mas você não acha que isto é normal entre amigos, ainda mais adultos e no meio esportivo, esta jocosidade às vezes mordaz? 

 - Claro que sim! É normal. O que não é normal, para mim, é ter se tornado insistente. E não estou dizendo que era comigo! Pelo contrário. Não me senti incomodado com algo dirigido a mim, especialmente.



TR - O que aconteceu, então?!

- Aconteceu que eu estava tomando parte em algo que eu não gosto muito. Não sou bem assim como eu andava. Não estava gostando de ser eu a participar de comentários, fofocas, juízos falsos, brincadeiras agressivas. Eu estava meio irritado com tudo e só percebi que a rotina jogando e estando no meio de certos comportamentos é que estava me deixando incômodo. Não sou um vampiro que se alimenta disso. Sou um ex-vampiro. Mas cada um faz o que quer, diz o que quer, vai onde quer. Eu gosto de todos os companheiros do tênis. O que eu não gosto é do que eu estava fazendo e resolvi dar um tempo para pensar e mudar. 



"...falam demais 
como primeiro esporte 
e colocam o tênis 
como segundo."




TR - Alguns pensam que você foi impedido de jogar... tipo, pela mulher... (risos)

- Cara, normal pensar isto. Especialmente quem já teve alguma experiência neste sentido. Não é o meu caso. Minha mulher é sensacional nesse negócio do tênis. E em outros também! (muitos risos) Ela é quem me botou pra jogar quando nos conhecemos. Foi comigo bater bola até eu conhecer parceiros para jogos. Acompanha o circuito comigo, vai jogar comigo quando pode. Nos torneios que joguei, ela estava lá e vai continuar estando. Ela mesma está estranhando eu estar mais em casa. Não foi ela quem me impediu de jogar. Fui eu mesmo. Mas, cada um cria sua fantasia. Se espalharam isto mais do que por brincadeira sem querer saber de mim as razões, então confirmam o que eu disse: falam demais como primeiro esporte e colocam o tênis como segundo. 

TR - O que você gostaria de dizer aos companheiros? 

- Nada em especial. Eles não tem muito o que fazer. Não pretendo que acreditem em mim, que concordem ou mudem comigo. Eu estou cuidando de coisas diferentes do tênis e posso voltar a jogar quando eu quiser. Se eles quiserem jogar comigo, ótimo. Por que eu quero jogar com eles. O que não quero e vou procurar não fazer é repetir comportamentos que acho inadequados eu ter em um grupo de amigos. Mas isto sou eu, somente eu. 

Aí está, tennis lover.

C´mon!

imagens: refricultural, istoegente

sábado, 9 de novembro de 2013

Que nada!



Do nada, Deus criou o universo.


É bem provável, pois do nada, muita coisa ocorre, tennis lover.


Ou quase do nada, sem combinações prévias ou arrajnos exatos, meio que por acaso, na falta de um conjunto de razões mais claras para explicar.

Assim, do nada, uma reunião que se pode chamar de festa foi organizada na La Hire Guerra, nossa quadrinha pública na zona norte de Porto Alegre.

Do nada, ou melhor, de apostas de brincadeiras que quase sempre dão em nada, O Cezar Zucchi resolveu que hoje levaria algumas cervejas para um happy hour entre os amigos no parque.

Comunicou a turma e, do nada, o Márcio (foto ao lado) resolveu contribuir.









Falou com um cliente de relações comerciais, o Super Center Pan, aqui da capital, e esta empresa deciciu que gentilmente daria salsichões e pães para o grupo.




Então, meio do nada, já tínhamos um pequeno churrasco sendo organizado.

Sem pedir nada em troca, o Joás garantiu o carvão.


O Ribas e o Reinaldo (na foto, de preto), a churrasqueira.





O Gabriel, o chimarrão.

E você acha que já estava bom, tennis lover?

Calma que tem mais.

O Evaldo e o Paulinho, excelentes cozinheiros profissionais que trabalham com comida japonesa, levaram sushi.

Isto!

Simples assim.

Do nada, sushi de entrada para o assado que viria no fim de tarde desta sexta-feira (08) com sol e calor em Porto Alegre.

E no meio disto tudo, nada melhor do que jogar o agradável tênis que a todos reúne lá na quadrinha.

Como se nada fosse.

Uma reunião casual, aparentemente.

Como se do nada surgissem as amizades.

Que nada!



Ela nasce de tolerâncias, de compreensões, de companheirismos.

Nasce por um motivo menor em favor de um maior.


Para nós, jogar tênis é nada.
Amizade é tudo.



C'mon!

fotos: Tênis de Rua


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Hein, o quê? Eu não!

O Gabriel é o melhor tenista da nossa turma.

Ganhar dele não é fácil.

Mas, outro dia, o Evaldo e eu, socamos um 6/0 nele e no Paulinho.
Inconformado com o pneu, o Gabriel apostou uma Coca-Cola conosco num próximo set.

Vencemos novamente (7/5) e bebemos refri geladinho na conta dele.

Só que o Gabriel é competitivo, tennis lover.

Quando se joga, não se faz isto para perder.
Nem no par ou ímpar.

Então, o Gabriel, dias depois de pagar a Coca, apostou de novo, tendo o Joás como parceiro, contra o Evaldo e eu.

Bom, perdemos e ontem pagamos o refri para os dois. (foto)

Hein, o quê?

Ganhar do Gabriel não é fácil.

Até minha mulher falou

"- O Gabriel? Ele treina no clube e joga campeonato e perdeu de zero pra vocês?!!"
                                                                                                                                                           Esquerda para direita: Gabriel, Evaldo, Charles, Joás
Fez rir.

O Gabriel dizer que perdeu, ainda mais de 0, também não é mole...

"Hein, o quê? Eu não!" 

É o que ele diz, brincando, é claro, quando se toca no assunto.

Mas, no fundo, pneu deixa marcas, tennis lover.

C´mon!


foto: Cezar Zucchi, tesacom

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Presta atenção para não fazer feio

Vai assumir?!



Não é a sua sexualidade, tennis lover...

Isto a gente não quer saber.


Estamos perguntando se você vai assumir o risco de apontar uma bola duvidosa e admitir para o adversário que viu, mas que a marca não pode provar sua versão.



Isto mesmo, voltamos a falar deste assunto, seu chato.
Presta atenção para não fazer feio depois.

Quando o saibro não é lá essas coisas, você pode marcar uma bola que viu fora.
No entanto, se ela for contestada, como provar?

Esse é o dilema: ou sua marcação é aceita e está definido ou é necessário jogar o ponto de volta, por mais que doa ter a certeza do que viu - e isto não quer dizer que seja o certo, é sua versão, seu ponto de vista - e ter que beneficiar o reclamante com a dúvida que dá a ele o direito de jogar o ponto novamente, já que há uma marca que não prova categoricamente a bola apontada fora ou dentro.


Na várzea do tênis é assim.
O piso problemático problematiza o jogo.

Se até o melhor saibro do mundo gera desconfiança...

Em Roland Garros, Sergiy Stakohovsky apelou para uma foto para tentar pressionar a decisão sobre uma marcação duvidosa. 

Imagina na quadrinha, onde tem mais pedra do que pó.

Quem viu o quê

Quando há competição, há emoções em quadra.
O desejo de vencer fala muito alto.

Então, não é um plano ardiloso que o adversário conteste marcações que podem ser contestadas.

É parte do jogo. Se há uma maneira de equilibrar prejuízos e se manter na disputa, eticamente é válido.

Na partida, há decisões que são comuns, mesmo que sejam controversas:

 - marcar a bola fora, apontar a marca com convicção, mesmo que ela não tenha nitidez. Isto dá segurança ao adversário que, se não aceitar, irá discutir e dizer o porquê da atitude dele;

 - apontar a bola fora e assumir que a marca está lá, pode ser vista, não é nítida, mas que você viu mesmo fora.

Neste caso, essa honestidade, digamos assim, pode imediatamente custar a oportunidade que o adversário precisa para usá-la a favor dele e contra você.

E aí, vai assumir?

Lembre: outro dia, do outro lado, pode estar você contestando uma marcação.

Como você vai fazer isto?

C´mon!!

foto: dalymail

domingo, 29 de setembro de 2013

Chora, neném

O tênis não é duelo.

Mas, às vezes, parece um. Civilizado, não tira a vida de ninguém.
Porém, pode ferir a honra, tennis lover.

Em alguma quadra pelo mundo, neste momento, alguém está acusando outro alguém de desonestidade. Mesmo que indiretamente, está.

Ocorre quando um jogador duvida de outro de modo a fazer com que este outro pense que está sendo acusado de agir deliberadamente para tirar proveito de uma situação.

É comum na marcação de bolas próximas às linhas.

E isto incomoda, principalmente o nervosinho.

C´est moi

Posso dizer que é meu perfil emocional no tênis.

Não gosto de nada que me agrida e minha reação é a irritação.
E pouca coisa me agride mais do que ser suspeito de desonestidade.


Isto ocorre porque defendo quase que de modo canino a inocência presumida. Ou seja, ninguém é culpado até que a culpa seja provada. E no tênis é difícil isto. Então, procuro ser justo, mesmo contra mim, e acabo esperando que os outros sejam também. Que não pensem que uma marcação minha contra o adversário seja intencional quando ela parece ser duvidosa.


Minha boa intenção não impede meus erros. Posso não ver bem uma bola. Neste caso, a marcação é por incapacidade, não por falha de caráter. E se ela for realmente como marquei, por um melhor posicionamento na jogada, por exemplo, duvidar de mim sem ter condição, por estar longe do ponto de contato na quadra ou só por achar que foi muito perto, acaba, em alguns casos, me deixando nervosinho.

Especialmente se a marcação é feita pelo oportunista.

Se dando bem

O oportunista é aquele jogador gente boa, que não compra briga com ninguém, mas, se tiver uma chance de levar vantagem numa situação, ele leva.

É o tipo de tenista que aquela bola no limite, se o favorece, ele defende a marcação conforme a conveniência. Canta fora quando é do adversário e boa quando é sua. Ele sabe que é uma bola difícil, então se aproveita.

Ele faz isso contra você e a seu favor, quando estão jogando uma dupla juntos, por exemplo.


Então, você que vê acontecer, sabe como ele é e entende que este tipo de jogador não tem moral para pressionar em marcações duvidosas, ainda mais em partidas disputadas, quando o detalhe pode decidir.




Porém, o oportunista está lá.
E se ele estiver jogando ao lado do chorão, ele vai ter várias situações para entrar em ação.

Lágrimas nos olhos



Chora, neném.

É o que faz o chorão em quadra.

Ele é do tipo que não faz por mal, mas reclama de modo contumaz. Sempre vai ter aquela bola que ele desacredita, erra por falta de capricho ou excesso e ainda assim pensa que deveria ter acertado.

O chorão, quase sempre é um jogador que lida mal com os próprios erros. Não admite falhar tão facilmente.

Se a bola dele, que parecia tão eficiente, saiu por um detalhe, ele não acredita que a marcação do adversário foi ainda melhor e flagrou aqueles dois centímetros que saíram, o popular "saiu por um dedo."

O chorão reclama o ponto e é o que o oportunista precisa para pressionar a marcação, armar uma situação e irritar o nervosinho, que marcou o que viu, e viu fora.

Na paz

O pessoal acha que tênis é coisa fácil...

Ele é uma escola de civilidade para todos.

O nervosinho aprende que por mais que ele ame a justiça e tente ser correto, ele sofrerá injustiças e precisará lidar com elas. Ninguém agrada a todos e é visto como um cara do bem por todos, com seus defeitos, mas em esforço para acertar. Tem gente que não está nem aí.

O oportunista tem a chance de perceber que os outros observam o seu comportamento, nem sempre legal. Se ele se importar com o julgamento alheio, terá a oportunidade de ser mais ético no jogo e evitar situações que o favoreçam ao custo do prejuízo dos demais.

O chorão pode ver nestes momentos um caminho aberto para dar aos outros jogadores o crédito por acertos tão bons ou melhores do que ele mesmo é capaz. Quando o adversário tem mais sucesso, não significa que ele tirou algo que o chorão entenda que era seu por um decreto que só existe na cabeça dele.

O tênis é uma aula de convivência e ensina que apesar das diferenças, todos podem vencer na paz.

C´mon!

imagens: maniacplanet, mundohq, celsolungaretti, imagens,us

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ca.tim.ba

Substantivo feminino, sf.

1. Malícia, manha.
2. Esporte - Recurso malicioso usado por jogadores para retardar o jogo, atrapalhar o adversário, etc.

É o que diz o dicionário de Língua Portuguesa, tennis lover.
O famoso "amansa".

O que que dizem as quadras de tênis?

No nível profissional, a catimba é menos verbal por imposição da regra. Mas os jogadores dão um jeito. Demoram para sacar, pedem atendimento médico, solicitam ir ao banheiro, reclamam do juiz, fazem cara torta para uma marcação ou outra, comemoram pontos com contato visual no adversário, festejam erros não forçados de quem está do outro lado da rede.

E isto vai entrando na cabeça do jogador que recebe a provocação.

E tem mais.

Há uma história de que numa virada de lado, Lleyton Hewitt teria dito "você já era" ao adversário, que acabou perdendo o foco e o jogo. Aliás, provocações são com o australiano. E ele já teria passado dos limites, sendo até criminoso ao ofender de modo racista o tenista James Blake, o que é outra coisa, reprovável.


É do temperamento de Hewitt.

Há quem deteste e acredite ser execrável mesmo para o tenista recorrer às catimbas.

Porém, elas estão no esporte em geral como um recurso de pressão psicológica com intenção emocional e o objetivo de desestabilizar o desempenho do adversário.

Quer ver?



Gritar c´mon, vamos, vâmo e todos os correspondentes em alto volume e vibrar ostensivamente é sinalizar domínio.

Nos jogos profissionais isto é parte do contexto.



E na pracinha?
No tênis de rua?



Aí, tennis lover, o bicho pega!

Como não tem juiz para mandar calar a boca, a catimba é generalizada e, às vezes, extrema. Vem com zombaria, com desprezos, humilhações... dentro dos limites para não virar briga, é claro.

A meta é tirar o outro do jogo em momentos em que ele está acertando e sendo eficiente.

Ocorrendo entre amigos, é absorvida como malícia, sem prejudicar as relações.

Ocorrendo entre desconhecidos, é desrespeito que pode virar atrito sério.

É necessário saber quando usá-la.

C´mon!

fotos: uol, turmadoamendoin, smartdata

sexta-feira, 5 de julho de 2013

C@g@ tudo

Já viu jogador de futebol do mesmo time brigando entre si, tennis lover?

Oui, mon frère... discutem, batem boca. Basta não haver o que se chama lealdade em campo.

Ocorre quase sempre quando um elemento, principalmente da defesa, não se aplica, não respeita a tática, não corre, não mostra raça, não dá o sangue enquanto o resto da equipe se mata para alcançar o resultado.

No tênis acontece a mesma coisa.

Hoje, joguei um jogo ruim que dói.

E reclamei do meu time, do meu amigo que fazia dupla comigo.

Ele acha que reclamei dos erros dele.

Não foi, nem é isso!

Tem uma diferença muito grande entre cobrar alguém que não tem bons fundamentos ou golpes e por isso desperdiça pontos do que reclamar de quem poderia render mais e falha por falta de dedicação e esforço em quadra.

É uma questão de atitude, jamais de técnica, nestes casos.

Torcer o nariz para quem joga pouco e erra tentando fazer o seu melhor é injusto e reprovável.

Cobrar de quem pode dar mais e não o faz por desmotivação durante o jogo é necessário para corrigir a postura em alguns momentos.

Mas tem jogador que não compreende e repete-se no erro.





E aí, tennis lover... c@g@ tudo.



C´mon!




foto: garotasdocontra, terra

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O lugar dele

O pessoal vai chegando.

As duplas são organizadas entre os que estão na espera e os jogos vão saindo.

É quase sempre assim para quem joga tênis na quadra pública.
Mas, às vezes, alguém organiza os próprios jogos entre os tenistas que aguardam, convidando alguns, não convidando outros para formar parcerias.

Então, pode vir o protesto:

"O Djobi-Djoba está escolhendo com quem jogar!
Quem ele pensa que é??!!" 

Ele pode não pensar nada, tennis lover.
Depende de como se vê a questão.

A lei do mais fraco

Quem tem um nível de tênis mais competitivo, prefere jogar com jogadores que apresentem desenvolvimento semelhante. As partidas são mais equilibradas, a disputa é mais intensa, a dificuldade maior, requer mais exigência técnica e, com isso, a satisfação vem antes do resultado final do jogo: mais do que vencer, é bom ter praticado um bom tênis enquanto se esteve em quadra.

Por esta razão, jogadores mais avançados procuram parcerias afinadas quando o grupo está muito heterogêneo. Em outras palavras, quando tem um ou outro que jogam menos, eles podem ser deixados de lado na hora de fechar as duplas entre os que jogam mais.

Claro que nem sempre é assim.
O acordo tácito é não discriminar.

Todos jogam juntos.

Porém, se a diferença de habilidade é grande, quem joga mais pode ficar desmotivado, frustrado em quadra.

Só quem joga menos se diverte.

Corre que nem um louco em tudo o que é bola.
Para ele, tudo é lucro.

Para o outro, é um tédio.

Não tem disputa e o set não vale coisa alguma.
Nem ganhar, nem perder.
É só um jogo na praça sem a menor graça.

Não tem nem o bom tênis pelo qual se aspira suar.
O resultado, para quem joga mais, nestes casos, é o mesmo que nada.

Então, o jogador iniciante pode perguntar:

"Por que ele não é humilde e joga comigo?"

A resposta pode vir com outra pergunta:

"Por que o jogador menos habilidoso não pode ser ele humilde e procurar fechar parceria com aqueles com nível parecido com o dele?" 

Havendo equilíbrio entre os jogadores, de simples ou de duplas, o jogo de tênis fica mais interessante para todos. Por esta razão há categorias.

A questão não é de humildade.
É de bom senso.

Esta deve ser a lei do mais fraco e também do mais forte no tênis inclusivo.

Por isto que, de modo geral, todos jogam, independente do nível, contra todos na quadra pública.

Mas você já sabe, tennis lover, se alguém estiver escolhendo jogos ou não demonstrando empenho em partidas desinteressantes, é direito dele tanto quanto é o seu dever respeitá-lo.

Afinal, ele não quer o lugar que é seu.

Ele quer o lugar que é dele.

C´mon!

imagem: minispyquipment, tennis.com.au

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Acima do permitido

O tênis nasce nas quadras das escolas desta modalidade, concentradas em todas as espécies de academias e associações.



Nasce também nas quadras públicas.


Não tem jeito.
É como no futebol.




Nas quadras particulares, a estrutura preserva tudo o que se relaciona à prática do tênis.

Nas quadras públicas, se o poder público não se mantém presente para atender às necessidades, elas são contempladas com o empenho dos cidadãos.

É o que ocorre na La Hire Guerra, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre.



Os tenistas que lá jogam, adoram o saibro, a sombra das árvores, o silêncio da praça. São eles que juntam dinheiro entre os colaboradores voluntários para comprar pó de tijolo para o piso, gastam com ferramentas e trabalham nas horas vagas lá mesmo, puxando terra, capinando, varrendo, molhando o pó.

Só que molhar o pó vai se um pouco difícil daqui para a frente.
Não se sabe até quando.






A mangueira, amarela na foto ao lado, que estava na quadra servia para a manutenção da mesma e ainda era a fonte que matava a sede de tenistas e outros frequentadores da praça, como o pessoal que joga futebol no campo ao lado.


Ontem, ela foi levada.



Assim, simplesmente.

Alguém desconhecido entrou lá, pegou a mangueira, que havia sido doada a nós, e carregou.
Ficamos sem.

É duro e não há nada que possa justificar.
É furto.


Tão idiota quando quebrar telefone público.


E idiotas há por aí em quantidade acima do permitido.


C´mon!





fotos: tenisderua, outerspace

domingo, 18 de novembro de 2012

Foi lá e créu

O mundo viu o que ocorreu em Praga.

A República Tcheca se tornou campeã (são 2 títulos, o primeiro foi vencido ainda como Tchecoslováquia) da Copa Davis neste domingo ao vencer a Espanha no jogo decisivo.

Stepanek e Alamagro.

Parecia que a chance maior era do espanhol, mais jovem, 27 anos, com melhor ranking.
Mas o veterano tcheco de 34 anos surpreendeu.



Quando quase todos pensavam que o Almagro fosse faturar, o Stepanek foi lá e créu.


Meteu 3/1 no Nico e fez 3/2 no confronto num jogo sensacional de quase 4 horas.




Definições

Nicolas Almagro foi para a quadra para explorar o melhor de seu jogo de base. Saques potentes, forehand pesado e  fundo e um backhand devastador.

Não foi suficiente.

Radek Stepanek buscou as definições num jogo baseado em saque e voleio. Manteve a estratégia pressionando muito o espanhol o tempo todo, fechou a rede, encurtou os pontos e conseguiu plantar a dúvida na cabeça do adversário. Sem ser tão eficiente na rede quanto o tcheco, Almagro ficou no fundo tentando viver de passadas e encontrando um ótimo voleador disposto a muito mais do que vencer o jogo.

Stepanek queria vencer a Copa Davis.

O tcheco foi corajoso, audacioso, valente, tennis lover.

Brilhante.

Soube usar a experiência, fazer valer a condição de estar em casa, diante de seu país e nisto extrair energia para ser campeão com o time nacional.

Uma bonita lição de esporte, mais do que de tênis que emocionou muita gente importante para a raquete.


Admito q chorei. Q lindo. Q jogo. Q jogado o Stepanek


C´mon!

fontes: Twitter, Uol 
fotos: yahoo

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Feioooosoo...

Jogar no saibro evita disputa de pontos duvidosos, pois a bola deixa marca no piso.

Não é bem assim, tennis lover.

Estamos no jogo.

Você bate uma bola no limite e vê quando, para você, pegou na linha.
Mas o adversário fala:
"- Fora."
"- Não mesmo! Pegou na linha! Eu vi ela dando uma limpadinha."
"- Tá aqui a marca, ó! Fora."

O que aconteceu?

Às vezes ocorre que uma bola batida perto demais da linha, ao tocar no piso, se o pó está bem solto inclusive sobre a fita, há uma espanada na poeira. Como uma sopradinha. Ela foi fora por poucos centímetros, mas perto o suficiente para, com a força que tinha, espalhar o pó. Pode acontecer com bolas mais agressivas, a ditas pesadas. A marca fica lá e olhando bem, dá para identificar o início do contato dela com o solo.

Bom, quando se chega ao impasse por convicções opostas, o correto é jogar o ponto de novo.

Também não é fácil assim, TL.

Teima-teima

Preste atenção nas suas reações.

Se quando a bola é duvidosa a seu favor você afirma imediatamente que foi boa, porém não faz o mesmo quando a dúvida é contra você, mesmo que o adversário aponte uma a marca, há chance de seu julgamento ser parcial e injusto. Não é maldoso, mas fuja dele por ser dispensável e inútil do ponto de vista ético.

E o tênis é o esporte da ética e da etiqueta, tennis lover.
Malandragem é em outros campos.

O melhor comportamento nestas disputas seria perceber que ambos os adversários possuem razões suficientes para acreditar, cada um, em seu ponto de vista. A partir disso é jogar o ponto novamente, já que na praça não tem juiz.

No entanto, quase sempre é um dizendo uma coisa e o outro dizendo o contrário.

Os dois ou os quatro, quando o jogo é de duplas, ficam no teima-teima e ninguém quer ceder por ter "certeza".





É quando a quadra vira octógono para o MMA verbal.

Feiooooosoo...

C´mon!




fotos: uol, meionorte

sábado, 4 de agosto de 2012

Deixa algo no Brasil

Nosso amigo Gabriel Hennig está indo para a Rússia.

Embarca amanhã pela manhã.
Na tarde de hoje, ele reuniu amigos tenistas para jogar e para saborear um churrasquinho assado no tonel junto à quadra pública da praça La Hire Guerra, em Porto Alegre.

Muitos foram lá para dar aquele até logo ao Gabriel (de bermuda preta) , que vai passar os próximos meses na Europa a trabalho. Ele vai, mas deixa algo no Brasil.


Tenista é isso 


Difícil alguém da turma não gostar do Gabriel.
Ele é um cara calmo, educado em tudo. Até para reclamar, tennis lover. É cortês, gentil. Hoje, por exemplo, cheguei no churrasquinho já na hora que dava apenas para um último set. Sem que eu pedisse, o Gabriel me chamou de canto e disse:




"- Entra no meu lugar. Já joguei. Tô legal."



Tenista é isso.






Há quem não seja. Que é prepotente, espaçoso, infantil até. Não demostra a educação que se espera que o tênis ajude a lembrar, se essa educação foi um dia recebida em casa ou na escola. Se não foi, o tênis ensina.

Portanto, se você acha que ser tenista é ter raquete e bag, o espírito deste esporte de cavalheiros não foi bem compreendido, tennis lover.

Melhor ser como o Gabriel.
Eu aprendo muito com ele.

Além de jogar bem, é o melhor de nossa turma, é aquele cara que quando vai para casa ou para a Rússia, deixa em todos a sensação agradável da sua companhia amistosa. Pessoas assim são respeitadas pelo que são, não pelo que dizem ser.

O Gabriel vai.

Boa viagem, pangaré!
A gente fica aqui torcendo pelo teu sucesso e cultivando a presença do teu bom caráter.

C´mon!

fotos: tenisderua

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Allez! C´mon! Vamos! Ai, que dor de barriga!

Um dia você diz: "-Vou ganhar desse cara."

Joga muito, deixa ele cheio de pulgas atrás das orelhas. Tem a chance real de vencer, mas perde.
Isso dá uma dor...
Ainda mais se o jogo vale algo importante.

O Del Potro chorou hoje por ser derrotado pelo Federer, pela razão inversa que emocionou o suíço. O argentino poderia ter ganho. Porém, perdeu. E valia a final olímpica em Londres.

Do lado aposto, é satisfatório demais você dizer "vou ganhar essa p#rr@!" e conseguir. Roger Federer disse que queria vencer Wimbledon neste ano e venceu. Afirmou que queria o ouro em simples nos Jogos Olímpicos e vai ter a chance de disputar a medalha.

E para chegar lá... que sufoco.
Foi preciso escalar o Everest.
Federer ganhou após 3/6, 7/6 e 19/17 em 4 horas e 26 minutos.

Num jogo que deu diarreia nervosa na Argentina e no resto do mundo onde Federer recebe a torcida.

Sim.

Vendo um jogo tenso como este, você vai enfiando as unhas nas palmas das mãos. Entorta o dedão do pé para baixo e crava ele no chinelo. Começa a sentir agitações intestinais e pensa "dor barriga..." Só daí pra frente você percebe que está jogando junto.

São as emoções que este esporte provoca, tennis lover!

Em pé na frente da tv, você fala com a tela, consigo, com a esposa que não está nem aí, com o colega que não entende de tênis e te acha meio pancada...

Allez!
C´mon!
Vamos!
Ai, que dor de barriga!

fonte: Tenis Brasil
fotos: guardian, todabeleza

terça-feira, 17 de julho de 2012

Você está entendendo?

O resultado de uma pesquisa divulgado na segunda-feira aponta que 38% dos estudantes que frequentam as universidades brasileiras são analfabetos funcionais. São pessoas alfabetizadas, mas que não compreendem bem aquilo que é lido.

Falta de exercício, de leitura e interpretação.
Você está entendendo, tennis lover?
Se não estiver, larga essa raquete e pega um livro imediatamente.





Bom, agora só analfabetos funcionais podem dar alguma desculpa por não saberem quais as regras para uso das quadras de tênis do Parque Germânia, em Porto Alegre.










Placas foram instaladas nas laterais das canchas com normas disciplinares para ajudar a tornar a prática do tênis mais sadia e democrática.









Nesta manhã, o Paulo Diebold, o filho Eduardo e a companheira canina Zara, que também gosta de uma bolinha amarela, davam o exemplo. Adultos, crianças, iniciantes e avançados podem jogar em harmonia se respeitarem o equipamento, que é para tênis e não outras modalidades, e uns aos outros.




Lendo o jogo


Em Gstaad, na Suíça, Thomaz Bellucci leu bem o jogo e, sem problemas, despachou Blaz Kavicic do torneio com duplo 6/1. O brasileiro, que venceu este ATP 250 em 2009, o primeiro da carreira, agora pega  Mikhail Youzhny, que já derrotou Bellucci nas 3 vezes em que jogaram.

Vai ser pedreira na poeira.

Mas para escrever a história que será lida depois, não tem outro jeito.

fontes: Correio do Povo
Tênis Brasil
fotos: tenisderua

domingo, 8 de julho de 2012

Qualquer um chorava




"Chorei, não procurei esconder
todos viram, fingiram
pena de mim, não precisava.
Ali onde eu chorei
qualquer um chorava.
Dar a volta por cima que eu dei
quero ver quem dava." 






É, tennis lover...

Se ontem tinha música para a Serena campeã, hoje tem também para Federer. O samba de Noite Ilustrada descreve bem o momento na carreira do suíço e o que ele passou desde que deixou o topo do ranking. O tênis exuberante, a vontade e a capacidade de vencer do campeão de Wimbledon 2012 chegaram a ser questionados.

Mas neste Grand Slam de Londres, Federer mostrou que ainda tem garrafa velha para vender.

Ao derrotar hoje Andy Murray por 4/6, 7/5, 6/3, 6/4 Roger Federer se igualou a Sampras em número de conquistas em Wimbledon, com sete títulos, somando 17 taças de Grand Slam e de quebra retornou ao primeiro posto do ranking do tênis.

Histórico.

Chorei, não procurei esconder

Federer chorou, agora de alegria, diferente do Australian Open de 2009, ao confirmar o match point.

Mas para chegar lá, não foi tão fácil. Murray se mostrou muito sólido jogando na base. Alongou os pontos, sacou bem e pressionou o suíço em vários momentos. Ganhou o primeiro set com autoridade. Perdeu o segundo sendo quebrado, porém retornou no set seguinte sem mostrar ter sentido o golpe. Mas Federer foi melhor e conseguiu uma quebra importante no meio do set e se manteve na dianteira. No quarto set, Murray permaneceu firme e agredindo. Sem relaxar, Federer teve que sacar bem e elevar o backhand para ter o jogo com algum controle até a vitória.



O legal foi Murray ter mostrado uma atitude melhor, mais concentrado e tentando dominar os pontos. Se o britânico crescer na cabeça, seu tênis excelente virá para a quadra e ele ganhará títulos maiores.

Ele já esteve nesta situação de disputar um título desta grandeza. Desta vez, pareceu mais maduro.

No fim da partida, também em pranto incontrolável, Murray começou dizendo que "está chegando perto." Está sim. Está perto de conquistar um Grand Slam. Isso não quer dizer que vá, mas que tem condições. Murray está mais perto do coração do torcedor também. Hoje ele mostrou a emoção ao mundo e foi correspondido.
 



Foi bonito e digno de quem batalha.
E só quem batalha sabe quanto uma vitória destas vale.
C´mon, Murray!

C´mon, Rogeeeeeeeeeeeer! 


Os tenistas de rua que votaram 'sim' na enquete deste site perguntando se Federer voltaria a ser o número 1 do mundo entendem do que fazem. Souberam perceber que o suíço ainda não perdeu a precisão.

A votação ficaria aberta até o ATP Finals.
Não precisa mais.
Fica o resultado: 87% sim, voltaria a ser número 1. Não, 13%.

Então, canta Federer.






"Levanta, sacode a poeira
e dá a volta por cima." 









Fontes: Huff Post
Terra
Tênis Brasil
fotos: terra, msn, bbc, metro, 
thesun, lifeinsports, museudatv



domingo, 24 de junho de 2012

Com pedigree ou pangaré

Roger Federer caminha para uma disputa importante na carreira.

Pode chegar ao sétimo título em Wimbledon, a catedral universal do tênis. Sim, tennis lover, mesmo que você goste de outros torneios ou pisos, Winbledon é essencial por ser o epicentro do esporte formatado pelos ingleses como é hoje. É a competição mais tradicional e conservadora, cravada na história pelo tempo e pelo hábito.

Federer é um dos favoritos na grama hoje, como sempre. Vai atrás do título do Grand Slam e depois dos ouro olímpico em simples em Londres, nas mesmas quadras do All England Club.

O próprio suíço sabe de suas chances e o que elas representam para apostadores, fãs e para ele mesmo. O atual número 3 do ranking considera que seu prestígio como competidor, dentro e fora das canchas está relacionado com o fato de permanecer jogando em alto nível por longo período.

Não basta ser o bom, é necessário sê-lo por bom tempo para alcançar esta espécie de diferença com a qual ele conta e cita exemplos como Woods, Schumacher e Rossi para demontrar do que se trata.

Em entrevista à Reuters, na Inglaterra, Federer falou sobre isso e muito mais.

Lei cósmica

O que ocorre com Federer neste sentido de permanecer sendo competitivo e bom tenista, acontece lá na pracinha também, tennis lover.

E de um jeito ainda mais cruel.







Você sabe muito bem que no tênis amador, os registros quase não existem. Poucos ficam sabendo de quem você venceu, se jogou como um iluminado, se aquela medalinha que você mostrou foi conquistada contra um tenista com pedigree ou um pangaré da raquete.

É a cada dia, em cada partida, em cada ponto, que você tem que mostrar que sabe das coisas.

São aquelas passadas de esquerda, aquelas potentes cruzadas de direita, a habilidade no punho e o conjunto da obra em quadra aos olhos dos outros que consolidam a consistência e geram respeito e admiração.

fonte: Estadão
fotos: ig
tennisblog