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sexta-feira, 5 de julho de 2013

C@g@ tudo

Já viu jogador de futebol do mesmo time brigando entre si, tennis lover?

Oui, mon frère... discutem, batem boca. Basta não haver o que se chama lealdade em campo.

Ocorre quase sempre quando um elemento, principalmente da defesa, não se aplica, não respeita a tática, não corre, não mostra raça, não dá o sangue enquanto o resto da equipe se mata para alcançar o resultado.

No tênis acontece a mesma coisa.

Hoje, joguei um jogo ruim que dói.

E reclamei do meu time, do meu amigo que fazia dupla comigo.

Ele acha que reclamei dos erros dele.

Não foi, nem é isso!

Tem uma diferença muito grande entre cobrar alguém que não tem bons fundamentos ou golpes e por isso desperdiça pontos do que reclamar de quem poderia render mais e falha por falta de dedicação e esforço em quadra.

É uma questão de atitude, jamais de técnica, nestes casos.

Torcer o nariz para quem joga pouco e erra tentando fazer o seu melhor é injusto e reprovável.

Cobrar de quem pode dar mais e não o faz por desmotivação durante o jogo é necessário para corrigir a postura em alguns momentos.

Mas tem jogador que não compreende e repete-se no erro.





E aí, tennis lover... c@g@ tudo.



C´mon!




foto: garotasdocontra, terra

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Todos usam

O professor Fernando Fontoura, um especialista em estratégia em tênis, escreveu o que se deve fazer em jogos de duplas.

No capítulo dedicado à movimentação junto à rede, ele diz:

"[...] a movimentação será sempre como se a bola fosse um ímã e puxasse os dois para o lado em que ela for. Se um da dupla for junto com a bola e o outro ficar parado, abre-se um buraco no meio deles e a possibilidade de levar uma passada é maior [...] FONTOURA, Fernando. Configure se jogo. O tênis além do instinto. Libretos. Porto Alegre. 1998. p. 99

Não sou eu que estou dizendo, é o profissional filiado à USPTR, tennis lover.

Bom, ontem, jogando duplas na La Hire, o Cezar Zucchi e eu estávamos levando passadas pelo meio por causa do buraco aberto justamente por não respeitar a dinâmica orientada acima. Como carrego o livro na raqueteira, demos uma olhada e alteramos a movimentação.

Após ter perdido 2 sets para o Gabriel e o Cassio, vencemos o terceiro!

C´mon!!

Como diz o próprio Fontoura, tênis é 90% fundamentos.

Então, vai estudar e praticar, TL.

Reforma

A La Hire está com o piso castigado pela chuva.
Por isto os tenistas que lá jogam estão comprando pó de tijolo para reformar a quadra.

Quem quiser participar é bem-vindo.

A cancha é pública, é de todos.
Todos cuidam.
Todos usam.



foto: Tênis de Rua

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quando ele viu

As pernas.

Do francês.

Calma, tennis lover.

Quando Roger Federer viu que as pernas de Julien Benneteau estavam arriando, imediatamente passou a jogar o francês de um lado para outro da quadra. Atacou, mas com segurança, sem ir direto para a bola vencedora, forçando o maior cansaço do adversário e fazendo ele errar.

Assim o suíço quebrou o saque de Benneteau no quinto set, hoje, em Wimbledon e passou a dominar o jogo. Até então, Federer vinha miando fininho para não ir fazer companhia a Nadal. Julien havia saído na frente, jogando muito. Tinha 2 sets a 0, porém não resistiu à longa partida e à persistência de Roger, que se manteve decidido a não baixar a cabeça. Tanto é que as madeiradas típicas a la Federer, hoje não fizeram diferença contra ele.

Benneteau tomou a virada em 6/4, 7/6, 2/6, 6/7 e 1/6.

Você já sabe


No exigente circuito da quadra pública, há jogadores que não jogam, só batem. Olham, mas não enxergam ou seja, não registram o momento da partida e por isso não mudam a maneira de jogar. Acabam, com isso, perdendo partidas fáceis para adversários de menor qualidade, mas que conseguem anular o ponto forte de quem está do outro lado.

Tênis é versatilidade e adaptação, resultado de muita observação.

Agora, tennis lover, quando você estiver jogando, sofrendo para encaixar uma winner naquela partida disputada onde ninguém quer entregar o osso e de repente o adversário demonstrar cansaço, você já sabe:

não precisa ir para as passadas de cinema, nem forçar bolas arriscadas em cima da linha.

Experimente manter a pelota em jogo, controle o centro da cancha, faça o outro se esgotar de correr e bater e veja o que acontece.

Talvez ele venha a errar com maior frequência ou oferecer  bolas defensivas para que você mate o ponto.

Simples?
Falando, é claro.

Jogando é outra coisa.

C´mon!

foto: Wimbledon