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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O bracinho de grilo

Em 56 minutos não dá para ir nem de Porto Alegre a Osório com pista livre na Freeway, tennis lover!

Para falar a verdade, neste tempo, às vezes não se anda algumas quadras na espremida capital gaúcha.




Oigalê, trânsito entupido, tchê!





Mas, em 56 minutos, Federer conseguiu socar um placar de profissional contra amador em Andy Murray em Londres no ATP Finals.

Pneuzito e escovadinha: 6/0, 6/1 pra cima do escocês.

Sim, porque quando perde não é, não foi nem vai ser britânico, nem aqui nem em London, mister!

Que isso...




O Federer, bracinho de grilo...






O braço esquerdo do suíço não parece uma perninha de grilo se comparado ao direito?!



Bom, voltando, o Federer bracinho de grilo segue rumo ao título.



Andy Murray foi chorar na cama que é lugar quente.





@andy_murray·21 mins21 minutes ago
I will work as hard as I can through the off season and get back to my best level for the beginning of the new year...sorry
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C'mon!

link: ATP, BBC
imagens: ATP, Getty Images, educastro, clicrbs

domingo, 26 de maio de 2013

Força na peruca

Lá na quadra de tênis onde a gente joga quase todos os dias, ninguém vai gritar "vamos, vâmu,
c´mon" ou sei lá o que mais.

Por duas semanas.

Agora, só se grita "allez!"

Efeito Roland Garros, tennis lover.

Hoje à tarde, trocando boas bolas e segurando o saque torpedo do amigo Gabriel Hennig, para desespero do parceiro dele, Renato Martins, eu e Cassio Stallivieri vencemos dois sets nas duplas embalados pelo "allez!" nos pontos mais empolgantes.

Força na peruca

Só que lá no saibro da La Hire Guerra, todo mundo tem que miar fino e fazer força na peruca se quiser ganhar.

O cristão, lá, se despenteia.

Ao contrário de Roger Federer.

O suíço vence em Roland Garros sem desarrumar o cabelo, como diz o jornal uruguaio El Observador.


Federer ni se despeinó





Bem observado, hermano...


C´mon!







C´mon, nada...

Allez!

fotos: elobservador, pitonicas


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Maior do que as apostas

Novak Djokovic é o campeão do ATP Finals.
Bicampeão.


Venceu Roger Federer há pouco por 2/0 (7/6 e 7/5) em Londres e fechou a temporada como número 1 do mundo.

Das qualidades do sérvio, nem se fala.

Mas qualquer adjetivo hiperbólico dirigido a ele só confirma o tamanho de Roger Federer.





O jogo foi de equilíbrio na troca de bolas da base, nos serviços e nas aproximações e voleios. O que fez a diferença foi a fortaleza mental de Djokovic para se manter em jogo e aproveitar as poucas oportunidades em momentos cruciais e assim tirar vantagens preciosas nos instantes decisivos.

Houve estratégia detalhada em certos games, o que deixou a partida muito interessante.
Como quando Nole quebrou Federer no primeiro set e o suíço devolveu a quebra em seguida, numa alternância de proposição de ataque e defensividade esperando a melhor bola para contra-atacar.


Mas, enfim, Djokovic é o campeão e ponto, tennis lover.


O que ele não é e não se sabe se um dia será, é um Federer com tudo o que este sim, mito, já conseguiu na vida.

O sérvio tem tempo e o tempo responderá ao sérvio.

No mundo de cá

No mundo de lá, o dos grandes jogadores, a raça de Djokovic é marcante e dá resultados.

Serve de inspiração para o mundo de cá, dos amadores.

Persistir com consciência é fundamental para esperar o momento ideal da partida quando se sabe que o adversário é perigoso e qualificado.

Persistir involuntariamente como quem resiste a se entregar por uma força interna vencedora, na qual não se pensa. Só se deixa ela fluir para continuar e, quem sabe, conseguir um feito maior do que as apostas.

C´mon!

fonte: Terra, Daily Mail
fotos: dailymail

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Alerta vermelho

Da cor da bandeira suíça, tennis lover!!

A segurança de Roger Federer foi reforçada em Xangai para a realização do Masters 1000.

O motivo foi uma suposta ameaça feita ao tenista em 25 de setembro pela internet. Uma mensagem assinada   por um internauta identificado como Blue Cat dizia:

"Saibam que matarei Roger Federer."

Sai fora, ô!





O número 1 tem boquinhas para criar.







Brincadeira.

Isto é muito sério.

fonte: Terra
foto: curtatenis

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nem fritar um ovo?

O mundo todo sabe que Roger Federer joga muito.
É gênio.

É mito.

Tem gente que não gosta muito do suíço.
Tudo bem, tennis lover.

Se você for um destes, agora tem um motivo a mais para criticar o número 1, atualmente empenhado em vencer o US Open.



Roger Federer, que manobra tão bem a raquete, não sabe fazer comida. É um fila-bóia profissional.


The number one quando o assunto é só sentar e comer. Just do it.







Não sabe nem fritar um ovo, Federer?!


A entrevista com o jogador é exclusividade do Estadão.




Leia aqui.

fotos: executivo
morethanthegames

domingo, 19 de agosto de 2012

Solta e sem arreio

Agora é o US Open, tennis lover!!

Um dos torneios mais sensacionais do circuito. Torcida participativa, Arthur Ashe lotada, clima de disputa único no tênis.

Federer, que hoje venceu pela 5ª vez o Masters 1000 de Cincinnati aplicando um Firestone no primeiro set em Djokovic e ganhando o segundo no tie-break, o sérvio, Murray e Del Potro, devem ser os que vão disputar na ponta o título do aberto norte-americano.


Só não deverá ser assim se houver alguma zebra solta e sem arreio em New York city a partir do dia 27.


C´mon!



foto: papeldeparede.etc

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cachorros velhos

Meio dormindo, meio acordado, fiquei vendo o cachorro velho Lleyton Hewitt vencer Mikhail Youzhny ontem à noite, no Masters 1000 de Cincinnati.



C´mon!

Soltou o australiano.
Várias vezes.

Como os latidos de um cão bravo e territorialista.


É bom ver jogadores de cabeça forte e atitude que podem ter inspirado Nadal, Djokovic e outros mais novos do circuito. Se tinha alguém que não largava o osso era o Hewwit. Ainda é assim, só que ele já não tem os mesmos dentes afiados de alguns anos passados. As presas de hoje tem outro valor, outro sabor.

Old dog Roger 

Nos jogos Olímpicos do Rio, em 2016, Federer quer jogar.
Pode ser que consiga e que até chegue lá com dentadura e apetite caninos para brigar pelo ouro em simples.

Por enquanto, vamos vendo o suíço branqueando o pelo nas quadras duras da temporada UsOpen, tennis lover.



fontes: Superesportes
Tênis Brasil
fotos: bbc, foxsports, perthnow

domingo, 5 de agosto de 2012

Hoje ele é britânico

Murray é golden!

Em casa, em Londres.
Aquilo que ele deixou escapar em Wimbledon contra Federer, hoje, segurou. Jogou agressivo como na final do Slam e não permitiu saídas para o suíço.

Três sets a zero e a medalha dourada no peito.
Federer ficou com a prata e Del Potro com o bronze ao derrotar Djokovic.

Murray´s head


Não é a marca da raquete dele, não.
É a cabeça mesmo, tennis lover.

Continuamos pensando como antes: Murray vinha sendo mais tenista do que jogador.

Translating: Andy demonstra um tênis superior a companheiros que vinham em melhor posição no ranking e com resultados mais expressivos justamente por esses concorrentes estarem atuando mais competitivamente. Estavam 'jogando' mais. Equilibrando esses dois lados, o do jogador Murray com o do tenista Murray, o escocês (opa! hoje ele é britânico, já que ganhou! se tivesse perdido, era escocês) cresce demais e incomoda.

Lá na pracinha tem um cara assim. Possui um tênis limpo, fácil, eficiente. Boa direita, esquerda, saque, voleios... Mas se embaralha no jogo, se perturba e perde quando tinha tudo para ganhar.

Tem tênis, mas joga menos do que o tênis que tem.

C´mon!

foto: dailymail

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Allez! C´mon! Vamos! Ai, que dor de barriga!

Um dia você diz: "-Vou ganhar desse cara."

Joga muito, deixa ele cheio de pulgas atrás das orelhas. Tem a chance real de vencer, mas perde.
Isso dá uma dor...
Ainda mais se o jogo vale algo importante.

O Del Potro chorou hoje por ser derrotado pelo Federer, pela razão inversa que emocionou o suíço. O argentino poderia ter ganho. Porém, perdeu. E valia a final olímpica em Londres.

Do lado aposto, é satisfatório demais você dizer "vou ganhar essa p#rr@!" e conseguir. Roger Federer disse que queria vencer Wimbledon neste ano e venceu. Afirmou que queria o ouro em simples nos Jogos Olímpicos e vai ter a chance de disputar a medalha.

E para chegar lá... que sufoco.
Foi preciso escalar o Everest.
Federer ganhou após 3/6, 7/6 e 19/17 em 4 horas e 26 minutos.

Num jogo que deu diarreia nervosa na Argentina e no resto do mundo onde Federer recebe a torcida.

Sim.

Vendo um jogo tenso como este, você vai enfiando as unhas nas palmas das mãos. Entorta o dedão do pé para baixo e crava ele no chinelo. Começa a sentir agitações intestinais e pensa "dor barriga..." Só daí pra frente você percebe que está jogando junto.

São as emoções que este esporte provoca, tennis lover!

Em pé na frente da tv, você fala com a tela, consigo, com a esposa que não está nem aí, com o colega que não entende de tênis e te acha meio pancada...

Allez!
C´mon!
Vamos!
Ai, que dor de barriga!

fonte: Tenis Brasil
fotos: guardian, todabeleza

domingo, 8 de julho de 2012

Qualquer um chorava




"Chorei, não procurei esconder
todos viram, fingiram
pena de mim, não precisava.
Ali onde eu chorei
qualquer um chorava.
Dar a volta por cima que eu dei
quero ver quem dava." 






É, tennis lover...

Se ontem tinha música para a Serena campeã, hoje tem também para Federer. O samba de Noite Ilustrada descreve bem o momento na carreira do suíço e o que ele passou desde que deixou o topo do ranking. O tênis exuberante, a vontade e a capacidade de vencer do campeão de Wimbledon 2012 chegaram a ser questionados.

Mas neste Grand Slam de Londres, Federer mostrou que ainda tem garrafa velha para vender.

Ao derrotar hoje Andy Murray por 4/6, 7/5, 6/3, 6/4 Roger Federer se igualou a Sampras em número de conquistas em Wimbledon, com sete títulos, somando 17 taças de Grand Slam e de quebra retornou ao primeiro posto do ranking do tênis.

Histórico.

Chorei, não procurei esconder

Federer chorou, agora de alegria, diferente do Australian Open de 2009, ao confirmar o match point.

Mas para chegar lá, não foi tão fácil. Murray se mostrou muito sólido jogando na base. Alongou os pontos, sacou bem e pressionou o suíço em vários momentos. Ganhou o primeiro set com autoridade. Perdeu o segundo sendo quebrado, porém retornou no set seguinte sem mostrar ter sentido o golpe. Mas Federer foi melhor e conseguiu uma quebra importante no meio do set e se manteve na dianteira. No quarto set, Murray permaneceu firme e agredindo. Sem relaxar, Federer teve que sacar bem e elevar o backhand para ter o jogo com algum controle até a vitória.



O legal foi Murray ter mostrado uma atitude melhor, mais concentrado e tentando dominar os pontos. Se o britânico crescer na cabeça, seu tênis excelente virá para a quadra e ele ganhará títulos maiores.

Ele já esteve nesta situação de disputar um título desta grandeza. Desta vez, pareceu mais maduro.

No fim da partida, também em pranto incontrolável, Murray começou dizendo que "está chegando perto." Está sim. Está perto de conquistar um Grand Slam. Isso não quer dizer que vá, mas que tem condições. Murray está mais perto do coração do torcedor também. Hoje ele mostrou a emoção ao mundo e foi correspondido.
 



Foi bonito e digno de quem batalha.
E só quem batalha sabe quanto uma vitória destas vale.
C´mon, Murray!

C´mon, Rogeeeeeeeeeeeer! 


Os tenistas de rua que votaram 'sim' na enquete deste site perguntando se Federer voltaria a ser o número 1 do mundo entendem do que fazem. Souberam perceber que o suíço ainda não perdeu a precisão.

A votação ficaria aberta até o ATP Finals.
Não precisa mais.
Fica o resultado: 87% sim, voltaria a ser número 1. Não, 13%.

Então, canta Federer.






"Levanta, sacode a poeira
e dá a volta por cima." 









Fontes: Huff Post
Terra
Tênis Brasil
fotos: terra, msn, bbc, metro, 
thesun, lifeinsports, museudatv



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Verões, morangos e chantilly

Final de Wimbledon no History Channel.

Bem que poderia, tennis lover.

É o jogo com mais história entre os confrontos pensados para disputar a taça em Londres neste ano.

De um lado, Federer entra em quadra para se tornar recordista em títulos ao lado de Sampras, com sete. Do outro, Murray é o britânico que pode levar o caneco diante de seus patrícios depois de 76 anos. É o primeiro em uma final em seu país após 74 verões, morangos e chantilly.

É briga de cachorro grande.



Big dog fight.


C´mon!






Resultados


Federer venceu Djokovic por 6/3, 3/6, 6/4 e 6/3 e Murray derrotou Tsonga por 6/3, 6/4, 3/6 e 7/5.

fotos: History Channel
bichomaniacascavel

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Voltas que as bolas dão

Nas voltas que as bolas dão e com elas o mundo, Roger Federer pode recuperar a posição de número 1 do mundo extamente em Wimbledon, onde a deixou em 2008.

Ao perder a final daquele ano para Rafael Nadal em um jogo épico, o suíço encerrou a série de cerca de 4 anos de meio como o melhor do ranking. Naquela ocasião, o espanhol chegava ao primeiro título em Londres.

De lá para cá, o posto máximo entre os tenistas esteve com Nadal e com Djokovic. Contra o sérvio, o suíço pode começar decidir quem é o melhor já nas semifinais de Wimbledon. Hoje os dois passaram pelos adversários. Federer bateu Youzhny em 3 sets e Djokovic passou por Mayer, também sem perder sets.




O confronto recente entre os dois ocorreu em Roland Garros deste ano, com vitória de Djokovic.






Se Federer alcançar o título de Wimbledon, empata com Pete Sampras em número que canecos em Londres, sete, e retoma a posição de número 1.

fonte: Swissinfo
BBC
foto: Reuters
AFP

domingo, 1 de julho de 2012

Glorinha

Entre Federer e Nadal, torço para os dois, de maneiras diferentes.

O suíço é aquele negócio, tem um tênis exuberante, técnico, esplêndido. Da prazer em ver jogar.
Já o espanhol é uma fortaleza, un luchador de verdad.

Por bastante tempo, joguei com raquetes agressivas. Preferi Wilson PS por causa do controle, modelos parecidos com a Tour 90, do Federer. Mas o braço cansa, tennis lover.

Experimentei Babolat por uns 6 meses.
Com uma Drive Z tive bons resultados na época e cheguei a vencer um torneio de simples. Mas permanecei com as Wilson, jogando com a Rok e depois com a BLX.

Agora, volto para a Babolat Aero GT, modelo com o qual joga Rafael Nadal.

Para celebrar este reencontro, trago para o Tênis de Rua o post do outro blog, o Capinando, de quando as Babolat renderam um troféu para a estante.

É de arquivo.
Outros virão.

C´mon!

Glorinha

Glorinha não é uma moça.


O nome, quando diminutivo, reduz a coisa.
Faz parecer ter menos valor.
Mascara grandezas.
Glorinha não é uma moça.
É uma pequena glória.


Uma gloriazinha.
Mas é minha.
Sei quanto custou.



Hoje degustei a singela alegria gloriosa de vencer um torneio de tênis em Canoas, na Grande Porto Alegre.


Em dois dias de jogos, 13 e 14 de março de 2010, superei os 16 tenistas inscritos na classe B de simples (jogos de 1 jogador contra 1) no Aberto COGAPA/Chaparro Tennis School/Gatorade de Tênis.





Cuide-se, Federer.





fotos: Tênis de Rua
divulgação

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quando ele viu

As pernas.

Do francês.

Calma, tennis lover.

Quando Roger Federer viu que as pernas de Julien Benneteau estavam arriando, imediatamente passou a jogar o francês de um lado para outro da quadra. Atacou, mas com segurança, sem ir direto para a bola vencedora, forçando o maior cansaço do adversário e fazendo ele errar.

Assim o suíço quebrou o saque de Benneteau no quinto set, hoje, em Wimbledon e passou a dominar o jogo. Até então, Federer vinha miando fininho para não ir fazer companhia a Nadal. Julien havia saído na frente, jogando muito. Tinha 2 sets a 0, porém não resistiu à longa partida e à persistência de Roger, que se manteve decidido a não baixar a cabeça. Tanto é que as madeiradas típicas a la Federer, hoje não fizeram diferença contra ele.

Benneteau tomou a virada em 6/4, 7/6, 2/6, 6/7 e 1/6.

Você já sabe


No exigente circuito da quadra pública, há jogadores que não jogam, só batem. Olham, mas não enxergam ou seja, não registram o momento da partida e por isso não mudam a maneira de jogar. Acabam, com isso, perdendo partidas fáceis para adversários de menor qualidade, mas que conseguem anular o ponto forte de quem está do outro lado.

Tênis é versatilidade e adaptação, resultado de muita observação.

Agora, tennis lover, quando você estiver jogando, sofrendo para encaixar uma winner naquela partida disputada onde ninguém quer entregar o osso e de repente o adversário demonstrar cansaço, você já sabe:

não precisa ir para as passadas de cinema, nem forçar bolas arriscadas em cima da linha.

Experimente manter a pelota em jogo, controle o centro da cancha, faça o outro se esgotar de correr e bater e veja o que acontece.

Talvez ele venha a errar com maior frequência ou oferecer  bolas defensivas para que você mate o ponto.

Simples?
Falando, é claro.

Jogando é outra coisa.

C´mon!

foto: Wimbledon

domingo, 24 de junho de 2012

Com pedigree ou pangaré

Roger Federer caminha para uma disputa importante na carreira.

Pode chegar ao sétimo título em Wimbledon, a catedral universal do tênis. Sim, tennis lover, mesmo que você goste de outros torneios ou pisos, Winbledon é essencial por ser o epicentro do esporte formatado pelos ingleses como é hoje. É a competição mais tradicional e conservadora, cravada na história pelo tempo e pelo hábito.

Federer é um dos favoritos na grama hoje, como sempre. Vai atrás do título do Grand Slam e depois dos ouro olímpico em simples em Londres, nas mesmas quadras do All England Club.

O próprio suíço sabe de suas chances e o que elas representam para apostadores, fãs e para ele mesmo. O atual número 3 do ranking considera que seu prestígio como competidor, dentro e fora das canchas está relacionado com o fato de permanecer jogando em alto nível por longo período.

Não basta ser o bom, é necessário sê-lo por bom tempo para alcançar esta espécie de diferença com a qual ele conta e cita exemplos como Woods, Schumacher e Rossi para demontrar do que se trata.

Em entrevista à Reuters, na Inglaterra, Federer falou sobre isso e muito mais.

Lei cósmica

O que ocorre com Federer neste sentido de permanecer sendo competitivo e bom tenista, acontece lá na pracinha também, tennis lover.

E de um jeito ainda mais cruel.







Você sabe muito bem que no tênis amador, os registros quase não existem. Poucos ficam sabendo de quem você venceu, se jogou como um iluminado, se aquela medalinha que você mostrou foi conquistada contra um tenista com pedigree ou um pangaré da raquete.

É a cada dia, em cada partida, em cada ponto, que você tem que mostrar que sabe das coisas.

São aquelas passadas de esquerda, aquelas potentes cruzadas de direita, a habilidade no punho e o conjunto da obra em quadra aos olhos dos outros que consolidam a consistência e geram respeito e admiração.

fonte: Estadão
fotos: ig
tennisblog

terça-feira, 5 de junho de 2012

A outra


Paris espera.


Não vai ser este ano que um filho da França voltará a vencer Roland Garros.


Tsonga teve match points, mas não a competência necessária para confirmá-los.

Djokovic, ao contrário, a teve o suficiente para vencer a partida (6/1, 5/7, 5/7, 7/6, 6/1) e seguir no torneio.


Lágrimas


Jo chorou ao fim da batalha, emocionado por deixar a competição tão importante para ele e para seu país. Foi aplaudido, até mesmo por Novak, sendo reconhecido pela bravura e pelo bom tênis que o levou às quartas-de-final.

A outra


Federer.

Mandou a torcida calar a boca, aplicou um pneu e virou o jogo  (3/6, 6/7, 6/2, 6/0,6/3 ) contra Del Potro.
O Grand Slam, agora, para o argentino, é pela Espn.

O suíço e o sérvio se cruzam nas semifinais.

Mon Dieu!

foto: encantavento
Roland Garros

domingo, 3 de junho de 2012

Ai, se eu te pego

Domingo tenso em Roland Garros para alguns do favoritos.

Victoria Azarenka, cabeça de chave número 1, foi para casa mais cedo.
A passagem dela foi comprada pela baixinha pit bull Dominika Cibulkova, que a derrotou por 2 sets a 0, em 6/2, 7/6.

Djokovic precisou virar o jogo e 0-2 para 3-2 (4/6, 6/7, 6/3, 7/5, 6/3) contra Seppi para seguir no torneio.
E Federer começou o dia sendo surpreendido pelo suposto irmão de Michel Teló, David Goffin.




Ai, se eu te pego!

Repita comigo, tennis lover, sem gaguejar: o suíço suou a sunga.
Mas venceu por 3-1, em 5/7, 7/5, 6/2, 6/4.

Atrevido


O belga, de 21 anos, número 109 do ranking, chegou chegando.
Sem se intimidar, pressionou o suíço, seu próprio ídolo, como reconheceu ao final do encontro, durante todo o jogo, mesmo quando estava atrás.

O atrevido Goffin perdeu, mas deixou uma ótima impressão em quem o viu em ação.

Inclusive em Roger Federer.


A atitude moleque, porém responsável, de quem desafia os grandes, oxigena o tênis.


Ela delicia os amantes do esporte e pode construir campeões.


fonte: Roland Garros
fotos: bettinariffel
7sur7
blig

segunda-feira, 14 de maio de 2012

E o vento levou...

Carregou os melhores tenistas do planeta para a Cidade Eterna, Roma, onde está ventando uma barbaridade nesta segunda-feira.

No roteiro do tênis, o ATP 1000 da Itália traz as partidas de volta para o saibro, saibro mesmo, e segue a preparação para Roland Garros. Ontem terminou o torneio da Madrid, no pó azul delirante, criticado pela maioria dos jogadores. Com o título conquistado lá, Roger Federer ficou a cerca de 1.800 pontos de Novak Djokovic, que lidera o ranking. O suíço, agora número dois, depende de uma campanha semelhante a Madrid em Roma e de uma queda prematura do sérvio para encostar de vez no número um.

Quem sabe, tennis lover?

A disputa nas três primeiras posições está ótima.

Que bons ventos tragam sorte e inspirem o talento de Djokovic, Federer e Nadal.
Ganha o público, em emoção e tênis de primeira.

Dai, ragazzi!!

fonte: Tênis Brasil
fotos: hotelfelice
eurotravel

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Efeito saibro smurf

Amanhã Roger Federer disputa a semifinal do ATP 1000 de Madrid. O suíço venceu hoje David Ferrer em 6/4-6/4.

Pega Janko Tipsarevic, que nesta sexta-feira despachou o atual campeão, Novak Djokovic, por 7/6-6/3.

Até agora, tudo normal, tennis lover.

O que vem por aí é que pode ser interessante na disputa pelas primeiras posições do ranking. Com a eliminação de Rafael Nadal, se ganhar o torneio, Federer deixa a terceira colocação para assumir a segunda.

Efeito saibro smurf.

Del Potro e Berdych fazem a outra semifinal.

fontes: Agência Estado
Record
foto: uol

terça-feira, 27 de março de 2012

Entre os neurônios e o coração

Momento delicado em uma partida de tênis.

O jogador está pressionado.

Nesses instantes é necessário encontrar algo que seja um ponto de apoio para a concentração e a confiança.

Ele agradeceu ao céu


Andy Roddick olhou para o alto e pareceu agradecer aos santos, à força mística, a Deus, a si mesmo ou a quem somente ele sabe, a vitória de ontem sobre Roger Federer no ATP 1000 de Miami.


O atual número 34 do ranking jogou com coragem para bater o número 3, favorito na partida. Esta foi a terceira vitória de Roddick sobre o suíço, que já venceu o norte-americano 24 vezes.


Entre os neurônios e o coração

Roddick venceu porque errou menos e levou Federer à pressão.

E por que, tennis lover?

Porque no terceiro set, Andy, que havia perdido o segundo por 1/6, sentia que precisava dominar as ações e ao mesmo tempo não se deixar ser dominado. O suíço tem mais recursos, o norte-americano tinha uma estratégia.

No game em que quebrou o serviço de Federer, Roddick agrediu o saque do adversário com força nos golpes e uma determinação incomum até o momento na partida. Gerou pressão emocional sobre Roger Federer que decidiu mal, muito mal as subidas na rede e levou duas passadas decisivas. Subir à rede é justamente uma tentativa de encurtar os pontos pressionando ou devolvendo pressão.

Naquele lugar, entre os neurônios e o coração, Andy mexeu com Federer.

E o mundo do tênis sabe o quanto Federer lida mal quando se sente dominado. Ele gosta é de mandar na partida, não o contrário.

Esta atitude de Andy Roddick somada ao bom desempenho dele nas trocas do fundo e no serviço o levaram às oitavas na Flórida

Para copiar


Após a derrota, Federer declarou:


"Eu me sinto como se tivesse perdido para um ex-número 1 e não para um cara ranqueado entre os 30 do mundo. Estou feliz de ver Andy jogar tão bem. Ele é um grande campeão. Aproveitem enquanto tiverem ele." Roger Federer





Esta é uma demonstração pública de respeito ao adversário, que é colega de profissão e antes de mais nada, é uma pessoa e, como tal, merece ser tratada com educação e reconhecimento.

A postura de Federer na derrota e a coragem de Andy Roddick na vitória merecem, e devem, ser copiadas.

fonte: IG Esporte, AdelaideNow
fotos: AdelaideNow, Timesonline, Getty Images