Djokovic venceu
Murray hoje, no
Australian Open e foi para a final.
Jogará contra Nadal no domingo.
Acompanhando o jogo, especialmente pelo twitter, percebi uma inclinação da maioria pelo sérvio.
Nada contra. Pode-se torcer para quem quiser, admirar um em detrimento de outro e escolher assim o favorito em quadra ou na carreira. Aliás, Nole é número 1 do mundo com méritos. Soube e sabe aproveitar o momento para estar no topo do ranking.
Tem garra competidora e joga um tênis baseado em força, do fundo da quadra. Como quase todos os profissionais do momento.
Agora, o que falta ao Djokovic?
Ele precisa de algo?
Talvez, muito pouco.
É um jogador e tanto e é querido fora da quadra. É meio 'marrento' no jogo, como muitos outros. Não tem o talento na mão como alguns que estão no circuito mas, onde estão estes talentosos na corrida, em relação ao líder?
Ter Djokovic como favorito numa partida ou até mesmo torcer para ele pode ser fácil, já que há indutores de sobra para isso.
Fiz diferente
Entre o Djoko e o Murray, torço para o escocês.
É uma preferência um tanto emocional.
Andy Murray, acredito, tem um tênis mais completo que Novak. Porém, menos eficiente hoje. Isso porque Andy ainda está por descobrir melhor uma certa arma que Djokovic já conhece e domina.
A força mental.
Assim:
Nadal é mentalmente mais forte do que
Federer. Quando torço para o suíço, espero ver seu mais exuberante tênis e desejo sempre que ele supere a dificuldade emocional de lidar com o espanhol.
Num jogo entre Nadal e Djokovic, torço hoje para Nadal encontrar uma forma de anular a força física de Nole e trazer o jogo para o detalhe mental, onde eles se equivalem.
Nessa zona sai o grande jogo.
Quando jogam Murray e Djokovic, torço para Murray achar um equilíbrio consigo mesmo que o permita acreditar mais em si, ser mais preciso, focado, intenso. É aí, nas emoções, que ele perde para o sérvio de goleada.
Hoje poderia ser o dia.
As habilidades se equivalem. Os físicos, também.
Mas Murray ainda não controla bem os nervos.
Por esta razão, não tão óbvia, queria ver Murray na final do AussieOpen, tennis lover.
Fica para outra, Andy.
C´mon!!