Mostrando postagens com marcador ATP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ATP. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de abril de 2012

Entregou a rapadura






Nadal venceu hoje o ATP 500 de Barcelona, na Espanha, pela sétima vez.






Ele é o único tenista da Era Aberta a conquistar dois torneios por pelo menos sete vezes. Em Monte Carlo, também no saibro, o espanhol tem oito títulos. Se ganhar mais onze troféus no saibro, Nadal chegará à marca histórica de títulos neste tipo de piso, fixada pelo argentino Guillermo Vilas.


O adversário de Nadal foi o também espanhol David Ferrer que, pela quarta vez, entregou a rapadura na decisão para o jogador de Mallorca, desta vez por 7/6 (7-1) -7/5.



"Perdi quatro vezes, mas perdi para um grande." Ferrer

Pela frente

Agora os principais torneios da ATP são os 250 de Munique, Belgrado e Estoril. Depois vem o Masters 1000 de Madrid, no dia 6 de maio.

A curiosidade será o saibro pintado de azul.

Será, tennis lover?

A bola azul, prometida para Barcelona, não foi usada.

fonte: Tênis Brasil
foto: uol




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mordeu no pescoço

Tem tenista que na hora de morder, lambe, disse um dia Dácio Campos.

Thomaz Bellucci, algumas vezes, passou a língua em vez de cravar os dentes.

Não hoje.

O brasileiro teve pela frente o atual número 6 do mundo, David Ferrer, e mordeu o espanhol no pescoço. Metaforicamente falando, tennis lover.


Será que o treinador do Mike Tyson disse para ele algo do tipo "tem que entrar no ringue mordendo" para aquela luta contra o Holyfield? Será que ele levou a orientação ao pé da letra? Bom, deixa pra lá. A orelha do Evander já está mordida mesmo.






Voltando ao Bellucci, ele foi agressivo e consistente. Controlou o jogo estando na frente, sem deixar que aquela afobação nervosa, que de vez em quando invade a cabeça do brasileiro, aparecesse na partida. Thomaz fechou em 6/3 6/2, com uma pancada imponente de forehand no ponto decisivo.


Com o resultado, o brasileiro está nas oitavas do ATP de Monte Carlo.


No primeiro jogo do torneio para Bellucci, ele derrotou o sul-africano Kevin Anderson.
O próximo expediente em quadra é contra o holandês Robin Haase.


fotos: toque-esportivo
Estadão

quarta-feira, 14 de março de 2012

Por isso geme

A vitória de Roger Federer sobre Milos Raonic no Masters 1000 de Indian Wells, entre a noite de ontem e a madrugada de hoje no horário do Brasil, colocou o suíço no caminho de Thomaz Bellucci.

É um dos jogos mais importantes da carreira do brasileiro.

São oitavas de final de um ATP 1000, Bellucci vem tentado retomar seu melhor tênis e Federer é simplesmente Federer.

Thomaz vai ter a chance de se soltar, pois não é o favorito e, com isso, quem sabe, construir algo a mais na noite de hoje quando, por volta das 20h30, hora de Brasília, vai estar diante dos olhos do mundo e de seu país para um jogo de tênis grande, esperado.

Desde maio do ano passado, quando Thomaz encarou Novak Djokovic, então número 2 do circuito, em Madrid pelas semifinais, não tínhamos uma partida desta expressão envolvendo um tenista brasileiro. Jogos desta envergadura eram frequentes somente na época de Gustavo Kuerten.

Sonho


Bellucci não deve ter sonhado esta noite.

Nem deve ter dormido.
Não como um qualquer.

É melhor que tenha sido assim. Pelo menos é o que esperamos.
Se estivéssemos lá, faríamos o Thomaz repousar de olhos abertos, visualizando o jogo.

Teríamos feito ele assistir a todos os vídeos do Nadal derrotando o Federer.

Nadal é canhoto.
Bellucci também.

Isso significa que o forehand cruzado do brasileiro precisa encontrar o backhand do suíço lá em cima, onde Federer não gosta e por isso geme.

É claro que o número 3 do mundo sabe disso. Mas não importa, tem que ir lá para forçar a bola defensiva e tentar dominar o ponto. O bom serviço, drops na hora certa e segurança nas trocas de fundo complementam as armas paulistanas.

Quem sabe assim o que não é surpresa vira uma e o que é sonho vira realidade.

O Thomaz precisa de um bom jogo e, quiçá, uma vitória maiúscula.
Os patrocinadores precisam, a mídia também.

A praça, onde o tênis é popular, necessita de inspirações nacionais.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Que deselegante

Você não deve ser grosseiro, tennis lover.

Pode, mas não deve.

Faltar com a ética e, em alguns casos ser excessivo e até criminoso, jamais.
Comportamentos assim revelam falta de educação e caráter pouco confiável.

Para explosões emocionais em quadra, há limite. Como há limite no trânsito, na fila do supermercado, do banco. Limites que quando respeitados nos fazem civilizados.

Por que ser diferente no tênis?

Aquele doce de pessoa sentado com a raquetinha debaixo do braço esperando a vez de jogar não pode se tornar o Jason ao começar o jogo.

Todos notam. E falam. E não gostam. E você é colocado de lado.

São as penas.

Multa nele


O insulto do tenista francês Michael Llodra dirigido a espectadores durante o jogo de estreia dele em Indian Wells custou U$ 2.500 de multa para o jogador. O fato ocorreu durante a partida em que o francês derrotou o letão Ernests Gulbis.



Irritado, Llodra chamou um pequeno grupo de torcedores de "chineses fodidos", conforme o testemunho do jornalista canadense Tom Tebbutt pelo twitter.

A organização aplicou a multa pelas infrações de abuso verbal e obscenidade audível, segundo as regras do circuito mundial de tênis.




De acordo com o jornal esportivo francês L´Équipe, o tenista apresentou desculpas a um jornalista chinês e declarou a natureza do insulto:

"Disse no calor da ação." Llodra


Sem desculpa

Llodra foi deselegante, classificaria Sandra Annenberg.


Racista.
E racismo não combina com o tênis, com qualquer esporte, com qualquer relação social.

O que ocorre na quadra, simula a vida, expõe a alma.

fontes: L´Équipe
TenisBrasil



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Poderiam ser verdes

 Não é cromoterapia. 


É simplesmente uma tentativa de inovar. E algo mais.


As bolas com as quais será jogado o próximo ATP de Barcelona, entre 21 e 29 de abril de 2012, serão azuis. 

Isso, azuis. 


A iniciativa, diz a organização do torneio, foi aprovada por se tratar de uma aposta na evolução do material e do jogo, permitindo uma melhor visibilidade, já que o azul faz um maior contraste com o fundo ocre do saibro. 


"Chegou a hora de introduzir novas bolas." Idoya Sierra, diretora do Real Club de Tênis de Barcelona

 O que mais

O azul que vai figurar nas bolas é também a cor oficial do torneio. A razão disso é esta ser cor do Banco Sabadell, a instituição financeira que patrocina o torneio. 

Se fosse pelo contraste apenas, as bolas poderiam ser verdes, não? 


Mas o azul é marketing. E marketing é dinheiro. 
 
E o 'B', na logomarca do banco, está dentro de um círculo compacto, uma bola! Vejam, que coincidência! 






Nem tanto, tennis lover.







A cor da Espanha

O vermelho e o amarelo da bandeira espanhola estão em baixa nas quadras e bolas dos dois principais torneios de tênis do país. 

A nação vive intensamente a crise financeira da zona do Euro, sendo um dos países onde há maior desemprego na Europa. 


Há escassez de capital e o mercado luta, como outras economias da região, para reagir.


O próximo Masters 1000 de Madri vai ser disputado sobre o saibro pintado de azul.

fonte: Tênisnews
Site ATP Barcelona

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um papinho com Taylor

Taylor Dent.

Lembra dele, tennis lover?

Um dos melhores tenistas norte-americanos da escola do saque e voleio. Um grande tenista que em 8 de agosto de 2005 atingiu o maior ranking na carreira, sendo o número 21 do mundo.

Natural de Newport Beach, na Califórnia, Taylor Dent, hoje com 30 anos, está aposentado das competições desde novembro do ano passado. Ele permanece nos Estados Unidos, com um novo projeto junto ao pai e hoje, pelo twitter, trocou uma bolinha com o @tenisderua.

Legal, não?!

O papo iniciou a partir da preocupação de Taylor por mais quadras de saibro nos Estados Unidos para quem inicia. Sobre seu projeto, o tenista disse estar com uma academia na cidade natal para desenvolver novos métodos para competidores, incluindo o trabalho na área emocional relacionada ao tênis.

Para quem ainda não segue o @tenisderua, aí está nosso breve bate-bola com Taylor Dent.



 Taylor Dent 

I really feel for young Americans. Tennis courts speeds at junior and pro level are worlds apart. Need more clay in the US!




 Tênis de Rua 

@ 
You´re right,  about the clay. But, where are you? We love your tennis, buddy!! (Street tennis team, Brazil)




 Taylor Dent 

@ 
 my father and I have a new tennis academy in Newport beach California. Our mission is to develop more "pro stokes" and mindsets




 Tênis de Rua 

@ 
 good luck to you and your father in this new project. A big hug from us, your fans from Porto Alegre, south Brazil.



Clique no Facebook e no twitter de Taylor Dent, para segui-lo, se quiser.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E as meias?




Meias sujas de saibro são uma tradição.






E tradição é assim, dela não nos desapegamos facilmente.

O tradicional é um hábito consolidado que ganha contornos de história e alterá-lo é mexer com opiniões e emoções.


Mesmo que manchadas para sempre, as meias sujas do ocre do tijolo ostentam a marca das partidas, como as cicatrizes das batalhas.

Tenista que não tem uma meia encardida, é de desconfiar.

Mudança de cor


Imagine um jogo de futebol do seu time num gramado... vermelho.
Estranho?

Imagine um jogo de tênis no saibro... azul.
E aí?


Saibro azul, pintado. Assim será o piso do próximo Master 1000 de Madrid, a ser realizado entre 4 e 13 de maio de 2012. A medida valerá por pelo menos os próximos 2 anos. A novidade foi apresentada ontem pela organização do torneio. O promotor da competição, Ion Tiriac, afirma que a superfície vai facilitar a visualização da bola, por criar um melhor contraste, e também a transmissão de TV.



A mudança recebeu aprovação da ATP e da WTA.




Entendem por que Wimbledon é Wimbledon?







Nada a ver


Mesmo que facilite a visão da bola, Roger Federer e Rafael Nadal, mais conservadores, acreditam que pintar o saibro de azul não tem nada a ver. A novidade descaracteriza o jogo no piso de terra batida. É um outro jogo para tenistas e público.

Jogo sujo

E as meias?
Vão ficar azuis?



O campeão no saibro de Madrid não ficará sujo, melequento do pó vermelho, com as roupas imprestáveis e as meias podres?





Acho que ele ficará assim:













Aqui, vídeo do Terra sobre a quadra.

Fontes: Terra TV
Uol

sábado, 19 de novembro de 2011

Das raquetes às luvas

Tênis é luta.
Tênis é estratégia.
Tênis é emoção.
Tênis é inteligência.

A vitória de ontem do nosso Thomaz Bellucci permite uma comparação com outro esporte.

Pensemos no MMA.

Dois lutadores se enfrentam. Um, muito forte fisicamente. Outro, menos massudo. O combate se dá e o menos forte vence fácil.

Por quê?

Por ter mais técnica e maior controle das ações no ringue. Sabe onde bater e como. Domina os golpes e acerta com precisão o adversário. Varia a maneira de atacar e defender, surpreendendo o adversário e, sem se expor, ganha.

O lutador técnico é admirado, respeitado e temido.
É um campeão.

Das luvas às raquetes


Bellucci, número 37 do mundo, está numa fase ruim. Venceu ontem o eslovaco Martin Klizan, número 90 do ranking no ATP Challenger Finals, em São Paulo, na marra. Arrancou a vitória necessária para se classificar às semifinais na bacia das almas, como diria Paulo Cleto, no tie braek do 3º set.

Mas Thomaz não jogou bem.
Ganhou esperneando.


Resistindo à dominação do adversário que também não é um tenista superior ao brasileiro. Eles se equivalem neste momento, apesar da diferença no ranking. A vitória de Bellucci veio carregada de uma série de erros não forçados, de perda de foco, de descontrole emocional, de pouca versatilidade nos golpes.


Thomaz Bellucci venceu e a única virtude vista foi a da persistência.

Das raquetes às luvas


Comparando o jogo de ontem a uma luta, Bellucci venceu lutando mal.
Acertou um golpe, levou vários e poderia ter perdido com a mesma margem com a qual ganhou.

Não amassou Klizan.

Assim como na luta um atleta não se torna um admirado campeão com mata-cobras, no tênis, sem qualidade nos tiros, cabeça e fundamentos, não se conquista o louro dourado do respeito e dos grandes títulos.

Nas mãos e nas mentes


Fernando Fontoura, filiado à United States Professional Tennis Registry, USPTR, diz o seguinte:

"Tênis é 90% fundamentos. (...) Se seus fundamentos não estão bons, você conseguirá praticar alguns golpes razoáveis, mas estará criando maus hábitos e também limitando seu potencial." (FONTOURA, Fernando. Configure seu Jogo - O tênis além do instinto. Página 83. Ed. Libretos)


Então, tennis lover, nem na pracinha você está ganhando daquele funcionário de São João, que só solta balão sem peso?

Vá logo refletir e treinar.

E convida o Bellucci.