segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Acima do permitido

O tênis nasce nas quadras das escolas desta modalidade, concentradas em todas as espécies de academias e associações.



Nasce também nas quadras públicas.


Não tem jeito.
É como no futebol.




Nas quadras particulares, a estrutura preserva tudo o que se relaciona à prática do tênis.

Nas quadras públicas, se o poder público não se mantém presente para atender às necessidades, elas são contempladas com o empenho dos cidadãos.

É o que ocorre na La Hire Guerra, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre.



Os tenistas que lá jogam, adoram o saibro, a sombra das árvores, o silêncio da praça. São eles que juntam dinheiro entre os colaboradores voluntários para comprar pó de tijolo para o piso, gastam com ferramentas e trabalham nas horas vagas lá mesmo, puxando terra, capinando, varrendo, molhando o pó.

Só que molhar o pó vai se um pouco difícil daqui para a frente.
Não se sabe até quando.






A mangueira, amarela na foto ao lado, que estava na quadra servia para a manutenção da mesma e ainda era a fonte que matava a sede de tenistas e outros frequentadores da praça, como o pessoal que joga futebol no campo ao lado.


Ontem, ela foi levada.



Assim, simplesmente.

Alguém desconhecido entrou lá, pegou a mangueira, que havia sido doada a nós, e carregou.
Ficamos sem.

É duro e não há nada que possa justificar.
É furto.


Tão idiota quando quebrar telefone público.


E idiotas há por aí em quantidade acima do permitido.


C´mon!





fotos: tenisderua, outerspace

domingo, 18 de novembro de 2012

Foi lá e créu

O mundo viu o que ocorreu em Praga.

A República Tcheca se tornou campeã (são 2 títulos, o primeiro foi vencido ainda como Tchecoslováquia) da Copa Davis neste domingo ao vencer a Espanha no jogo decisivo.

Stepanek e Alamagro.

Parecia que a chance maior era do espanhol, mais jovem, 27 anos, com melhor ranking.
Mas o veterano tcheco de 34 anos surpreendeu.



Quando quase todos pensavam que o Almagro fosse faturar, o Stepanek foi lá e créu.


Meteu 3/1 no Nico e fez 3/2 no confronto num jogo sensacional de quase 4 horas.




Definições

Nicolas Almagro foi para a quadra para explorar o melhor de seu jogo de base. Saques potentes, forehand pesado e  fundo e um backhand devastador.

Não foi suficiente.

Radek Stepanek buscou as definições num jogo baseado em saque e voleio. Manteve a estratégia pressionando muito o espanhol o tempo todo, fechou a rede, encurtou os pontos e conseguiu plantar a dúvida na cabeça do adversário. Sem ser tão eficiente na rede quanto o tcheco, Almagro ficou no fundo tentando viver de passadas e encontrando um ótimo voleador disposto a muito mais do que vencer o jogo.

Stepanek queria vencer a Copa Davis.

O tcheco foi corajoso, audacioso, valente, tennis lover.

Brilhante.

Soube usar a experiência, fazer valer a condição de estar em casa, diante de seu país e nisto extrair energia para ser campeão com o time nacional.

Uma bonita lição de esporte, mais do que de tênis que emocionou muita gente importante para a raquete.


Admito q chorei. Q lindo. Q jogo. Q jogado o Stepanek


C´mon!

fontes: Twitter, Uol 
fotos: yahoo

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bola fora

Um dos grandes problemas brasileiros é o desperdício.

Somos o país que joga cerca de 39 mil toneladas comida no lixo a cada dia.
Da produção agrícola nacional, mais de 60% se perde ao longo da cadeia entre a lavoura e o consumidor.

São alimentos que poderiam render ao mercado e nutrir milhões de pessoas que, aliás, são outro significativo desperdício.



Não é possível mensurar quantos talentos deixam de aflorar em todas a áreas por não receberem oportunidade, investimento, por não serem descobertos.





A exceção é o futebol, modalidade milionária global que tem craques revelados em todos os cantos e possui  clubes, ligas e competições estruturadas, que faturam alto e que, ainda assim, poderiam ser mais transparentes e eficientes.

No caso do tênis, o Brasil cresce sob o estímulo da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos que aqui serão realizados em 2014 e 2016. No entanto, anos foram jogados fora por falta de planejamento e de dinheiro e que poderiam ter dado ao país mais e melhores tenistas. Que poderiam ter incluído o Brasil na rota de competições maiores, capazes de atrair jogadores com melhor classificação no ranking para competir aqui.

Os grandes tenistas têm passado pelo Brasil nas competições juvenis ou no início da carreira no Brasil Open. Como Agassi e Nadal, entre outros. Ou para jogar a Copa Davis quando a seleção nacional consegue subir nos grupos.

Divertido

A temporada 2012 acabou e só falta a decisão da Davis para espanhóis e tchecos.

Em férias, Djokovic, Federer, Tsonga, Ferrer, Bellucci e tenistas da WTA vão jogar no Brasil nas próximas semanas.

Serão jogos de exibição.
Não valerão pontos para o circuito e não terão a competitividade do mesmo.

O calendário será de compromisso comercial e divertido descanso para os jogadores no Rio de Janeiro e São Paulo.

Como entretenimento, vale muito.

Mas o que deixa uma certa sensação de ausência é que estes tenistas poderiam jogar aqui pelo circuito. Poderiam se houvesse investimento para realizar um ATP 500 ou até um ATP 1000.

Falta isso.

Um ATP 500 está nas mãos do Rio de Janeiro, que comprou a data de Memphis para 2014.

Efeito Copa e Jogos Olímpicos.

E depois?

É que o país tem tantas dificuldades e carece tanto de tanto que não se pode esperar algo desse tipo, um torneio de tênis grande e estabelecido. O país  transita por escolhas e caminhos tão obscuros que não é simplesmente decidir e fazer.


Não se pode esquecer o desperdício.
Esta bola fora.




A chamada Era Guga, freada pela suspeita corrupção na CBT é um exemplo.











C´mon!



fontes: Banco de Alimentos, Tênis Brasil, Globo, Terra
fotos: newspaper, fredcaninana, ttkos, caranguejo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Maior do que as apostas

Novak Djokovic é o campeão do ATP Finals.
Bicampeão.


Venceu Roger Federer há pouco por 2/0 (7/6 e 7/5) em Londres e fechou a temporada como número 1 do mundo.

Das qualidades do sérvio, nem se fala.

Mas qualquer adjetivo hiperbólico dirigido a ele só confirma o tamanho de Roger Federer.





O jogo foi de equilíbrio na troca de bolas da base, nos serviços e nas aproximações e voleios. O que fez a diferença foi a fortaleza mental de Djokovic para se manter em jogo e aproveitar as poucas oportunidades em momentos cruciais e assim tirar vantagens preciosas nos instantes decisivos.

Houve estratégia detalhada em certos games, o que deixou a partida muito interessante.
Como quando Nole quebrou Federer no primeiro set e o suíço devolveu a quebra em seguida, numa alternância de proposição de ataque e defensividade esperando a melhor bola para contra-atacar.


Mas, enfim, Djokovic é o campeão e ponto, tennis lover.


O que ele não é e não se sabe se um dia será, é um Federer com tudo o que este sim, mito, já conseguiu na vida.

O sérvio tem tempo e o tempo responderá ao sérvio.

No mundo de cá

No mundo de lá, o dos grandes jogadores, a raça de Djokovic é marcante e dá resultados.

Serve de inspiração para o mundo de cá, dos amadores.

Persistir com consciência é fundamental para esperar o momento ideal da partida quando se sabe que o adversário é perigoso e qualificado.

Persistir involuntariamente como quem resiste a se entregar por uma força interna vencedora, na qual não se pensa. Só se deixa ela fluir para continuar e, quem sabe, conseguir um feito maior do que as apostas.

C´mon!

fonte: Terra, Daily Mail
fotos: dailymail

domingo, 4 de novembro de 2012

E agora?

Você sabe quem é quem, tennis lover?




Sorry, Sid!
Quer dizer, Thomaz...

fotos: divulgação

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Feioooosoo...

Jogar no saibro evita disputa de pontos duvidosos, pois a bola deixa marca no piso.

Não é bem assim, tennis lover.

Estamos no jogo.

Você bate uma bola no limite e vê quando, para você, pegou na linha.
Mas o adversário fala:
"- Fora."
"- Não mesmo! Pegou na linha! Eu vi ela dando uma limpadinha."
"- Tá aqui a marca, ó! Fora."

O que aconteceu?

Às vezes ocorre que uma bola batida perto demais da linha, ao tocar no piso, se o pó está bem solto inclusive sobre a fita, há uma espanada na poeira. Como uma sopradinha. Ela foi fora por poucos centímetros, mas perto o suficiente para, com a força que tinha, espalhar o pó. Pode acontecer com bolas mais agressivas, a ditas pesadas. A marca fica lá e olhando bem, dá para identificar o início do contato dela com o solo.

Bom, quando se chega ao impasse por convicções opostas, o correto é jogar o ponto de novo.

Também não é fácil assim, TL.

Teima-teima

Preste atenção nas suas reações.

Se quando a bola é duvidosa a seu favor você afirma imediatamente que foi boa, porém não faz o mesmo quando a dúvida é contra você, mesmo que o adversário aponte uma a marca, há chance de seu julgamento ser parcial e injusto. Não é maldoso, mas fuja dele por ser dispensável e inútil do ponto de vista ético.

E o tênis é o esporte da ética e da etiqueta, tennis lover.
Malandragem é em outros campos.

O melhor comportamento nestas disputas seria perceber que ambos os adversários possuem razões suficientes para acreditar, cada um, em seu ponto de vista. A partir disso é jogar o ponto novamente, já que na praça não tem juiz.

No entanto, quase sempre é um dizendo uma coisa e o outro dizendo o contrário.

Os dois ou os quatro, quando o jogo é de duplas, ficam no teima-teima e ninguém quer ceder por ter "certeza".





É quando a quadra vira octógono para o MMA verbal.

Feiooooosoo...

C´mon!




fotos: uol, meionorte

Todos usam

O professor Fernando Fontoura, um especialista em estratégia em tênis, escreveu o que se deve fazer em jogos de duplas.

No capítulo dedicado à movimentação junto à rede, ele diz:

"[...] a movimentação será sempre como se a bola fosse um ímã e puxasse os dois para o lado em que ela for. Se um da dupla for junto com a bola e o outro ficar parado, abre-se um buraco no meio deles e a possibilidade de levar uma passada é maior [...] FONTOURA, Fernando. Configure se jogo. O tênis além do instinto. Libretos. Porto Alegre. 1998. p. 99

Não sou eu que estou dizendo, é o profissional filiado à USPTR, tennis lover.

Bom, ontem, jogando duplas na La Hire, o Cezar Zucchi e eu estávamos levando passadas pelo meio por causa do buraco aberto justamente por não respeitar a dinâmica orientada acima. Como carrego o livro na raqueteira, demos uma olhada e alteramos a movimentação.

Após ter perdido 2 sets para o Gabriel e o Cassio, vencemos o terceiro!

C´mon!!

Como diz o próprio Fontoura, tênis é 90% fundamentos.

Então, vai estudar e praticar, TL.

Reforma

A La Hire está com o piso castigado pela chuva.
Por isto os tenistas que lá jogam estão comprando pó de tijolo para reformar a quadra.

Quem quiser participar é bem-vindo.

A cancha é pública, é de todos.
Todos cuidam.
Todos usam.



foto: Tênis de Rua

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vem de baixo

É de baixo que se cresce, tennis lover.


E lógico, é lei da natureza.




Ninguém chega chegando, tipo o Megamente.






Desta maneira, vindo de baixo, nosso amigo tenista, frequentador assíduo das quadras públicas do Parque Germânia, em Porto Alegre, Evaldo Schimidt (de boné), subiu um pouco mais na prática do tênis.



Ele conquistou o troféu de campeão da 5ª Classe da VII Etapa do Circuito de Classes Dietze Tennis, aqui na capital guasca do pampa. Iann Camargo, na foto, foi adversário na final e ficou em segundo.



Se dedicando pra valer ao tênis há pouco mais de 1 ano, Evaldo, que se desenvolveu nas quadras públicas da cidade jogando com a gente, mostra que, com vontade de aprender e garra para competir, qualquer pessoa pode vencer.



Começando de baixo.

Crescendo.

C´mon!

foto: Rosane Dietze
imagem: divulgação

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Alerta vermelho

Da cor da bandeira suíça, tennis lover!!

A segurança de Roger Federer foi reforçada em Xangai para a realização do Masters 1000.

O motivo foi uma suposta ameaça feita ao tenista em 25 de setembro pela internet. Uma mensagem assinada   por um internauta identificado como Blue Cat dizia:

"Saibam que matarei Roger Federer."

Sai fora, ô!





O número 1 tem boquinhas para criar.







Brincadeira.

Isto é muito sério.

fonte: Terra
foto: curtatenis

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Desculpa aí

Fernando Meligeni?

Ravengar?


















Ravengar?

Fernando Meligeni?










Você está confuso, tennis lover.

É normal.
Dois magos.

Desculpa aí, Fininho!
C´mon!

fotos: pararecordarnovelsefamosos
ahebrasil