quinta-feira, 5 de julho de 2012

"Amenhãmmm"

Tinha um pedreiro que uma vez realizou vários serviços para meus pais.
Como ele tinha muitos compromissos, nem sempre podia atender na hora a uma consulta, orçamento ou trabalho.

Então ele respondia: "-Amenhãmmm, amenhãmmm eu passo lá."

Pois, "amenhãmmm" é um dia de grande obra no tênis.
Djokovic enfrenta Federer e Murray pega Tsonga em Wimbledon.

O sérvio defende a posição número 1.
O suíço quer este lugar e o sétimo título em Londres.
Murray quer ser o próximo britânico campeão em casa desde Fred Perry, há 76 anos, e para isso tem que passar antes pelo francês que busca seu primeiro Slam.

"Amenhãmmm", tudo isso "amenhammm."

foto: portugues.torange.biz

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Voltas que as bolas dão

Nas voltas que as bolas dão e com elas o mundo, Roger Federer pode recuperar a posição de número 1 do mundo extamente em Wimbledon, onde a deixou em 2008.

Ao perder a final daquele ano para Rafael Nadal em um jogo épico, o suíço encerrou a série de cerca de 4 anos de meio como o melhor do ranking. Naquela ocasião, o espanhol chegava ao primeiro título em Londres.

De lá para cá, o posto máximo entre os tenistas esteve com Nadal e com Djokovic. Contra o sérvio, o suíço pode começar decidir quem é o melhor já nas semifinais de Wimbledon. Hoje os dois passaram pelos adversários. Federer bateu Youzhny em 3 sets e Djokovic passou por Mayer, também sem perder sets.




O confronto recente entre os dois ocorreu em Roland Garros deste ano, com vitória de Djokovic.






Se Federer alcançar o título de Wimbledon, empata com Pete Sampras em número que canecos em Londres, sete, e retoma a posição de número 1.

fonte: Swissinfo
BBC
foto: Reuters
AFP

terça-feira, 3 de julho de 2012

Adversário nojento

Serenidade é a onda do momento no tênis feminino em Wimbledon.

Ou seja, acompanhar de perto o desempenho de Serena Williams no Slam da grama. A tetracampeã em Londres mandou a tcheca que defendia o título, Petra Kvitova, para a maquiagem mais cedo do que ela esperava. A norte-americana venceu por 6/3 e 7/5.

Mas o melhor foram as palavras de ex-número 1.

Logo após a partida, pelo twitter, as declarações já repercutiam.


Serena disse que não gosta de perder. Se não é a primeira, então é a última e não guarda prêmio menor do que o dado ao campeão. Quatro vezes campeã em Wimbledon, Serena afirmou que a meta é vencer os próximos dois jogos e ficar com o quinto título inglês. A próxima partida é contra Victoria Azarenka.


 

Atitute

Pode-se interpretar as delarações de Serena como uma manifestação arrogante.

Mas seria um exagero, tennis lover.

Isso porque ela não se colocou acima das adversárias. Apenas se afirmou capaz de derrotá-las. E isso é possível e provável.

Serena criou pressão para seus jogos ao mesmo tempo em que gerou estímulo.

Na competição amadora, valendo faixa ou apenas um refri geladinho, esse tipo de postura pode ser positiva.

Mesmo sem flashes, câmeras ou microfones, você pode afirmar para si mesmo que é capaz de derrotar aquele adversário nojento, basta se manter focado no que sabe de melhor e atento para encontrar a maneira de anular o cidadão com a raquete do outro lado da rede.

Serena ensina essa serenidade com objetivo.

fonte: Tênis Brasil
foto: Wimbledon, flogão

domingo, 1 de julho de 2012

Glorinha

Entre Federer e Nadal, torço para os dois, de maneiras diferentes.

O suíço é aquele negócio, tem um tênis exuberante, técnico, esplêndido. Da prazer em ver jogar.
Já o espanhol é uma fortaleza, un luchador de verdad.

Por bastante tempo, joguei com raquetes agressivas. Preferi Wilson PS por causa do controle, modelos parecidos com a Tour 90, do Federer. Mas o braço cansa, tennis lover.

Experimentei Babolat por uns 6 meses.
Com uma Drive Z tive bons resultados na época e cheguei a vencer um torneio de simples. Mas permanecei com as Wilson, jogando com a Rok e depois com a BLX.

Agora, volto para a Babolat Aero GT, modelo com o qual joga Rafael Nadal.

Para celebrar este reencontro, trago para o Tênis de Rua o post do outro blog, o Capinando, de quando as Babolat renderam um troféu para a estante.

É de arquivo.
Outros virão.

C´mon!

Glorinha

Glorinha não é uma moça.


O nome, quando diminutivo, reduz a coisa.
Faz parecer ter menos valor.
Mascara grandezas.
Glorinha não é uma moça.
É uma pequena glória.


Uma gloriazinha.
Mas é minha.
Sei quanto custou.



Hoje degustei a singela alegria gloriosa de vencer um torneio de tênis em Canoas, na Grande Porto Alegre.


Em dois dias de jogos, 13 e 14 de março de 2010, superei os 16 tenistas inscritos na classe B de simples (jogos de 1 jogador contra 1) no Aberto COGAPA/Chaparro Tennis School/Gatorade de Tênis.





Cuide-se, Federer.





fotos: Tênis de Rua
divulgação

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quando ele viu

As pernas.

Do francês.

Calma, tennis lover.

Quando Roger Federer viu que as pernas de Julien Benneteau estavam arriando, imediatamente passou a jogar o francês de um lado para outro da quadra. Atacou, mas com segurança, sem ir direto para a bola vencedora, forçando o maior cansaço do adversário e fazendo ele errar.

Assim o suíço quebrou o saque de Benneteau no quinto set, hoje, em Wimbledon e passou a dominar o jogo. Até então, Federer vinha miando fininho para não ir fazer companhia a Nadal. Julien havia saído na frente, jogando muito. Tinha 2 sets a 0, porém não resistiu à longa partida e à persistência de Roger, que se manteve decidido a não baixar a cabeça. Tanto é que as madeiradas típicas a la Federer, hoje não fizeram diferença contra ele.

Benneteau tomou a virada em 6/4, 7/6, 2/6, 6/7 e 1/6.

Você já sabe


No exigente circuito da quadra pública, há jogadores que não jogam, só batem. Olham, mas não enxergam ou seja, não registram o momento da partida e por isso não mudam a maneira de jogar. Acabam, com isso, perdendo partidas fáceis para adversários de menor qualidade, mas que conseguem anular o ponto forte de quem está do outro lado.

Tênis é versatilidade e adaptação, resultado de muita observação.

Agora, tennis lover, quando você estiver jogando, sofrendo para encaixar uma winner naquela partida disputada onde ninguém quer entregar o osso e de repente o adversário demonstrar cansaço, você já sabe:

não precisa ir para as passadas de cinema, nem forçar bolas arriscadas em cima da linha.

Experimente manter a pelota em jogo, controle o centro da cancha, faça o outro se esgotar de correr e bater e veja o que acontece.

Talvez ele venha a errar com maior frequência ou oferecer  bolas defensivas para que você mate o ponto.

Simples?
Falando, é claro.

Jogando é outra coisa.

C´mon!

foto: Wimbledon

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Viu, Bellucci?!

Nadal está fora de Wimbledon.

Perdeu hoje por 3 a 2 para o checo Lukas Rosol, número 100 do ranking.
Esse cara é melhor do que Thomaz Bellucci, na posição 80?

O ranking e a biografia mostram que não.
Pode até vir a ter melhores resultados e o de hoje já está contando.

Como ele venceu Nadal, então?

Aproveitando chances semelhantes as que o espanhol deu para o brasileiro que, não sabendo aproveitar, perdeu. Se Nadal errou muito, Rosol procurou errar menos. Se Nadal atacou menos do que o costume, Rosol atacou tanto quanto conseguiu. Se Nadal esteve sem confiança, Rosol elevou a sua a ponto de aproveitar o momento e obter a maior vitória da carreira e impor uma das piores da tragetória do espanhol no tênis.





Viu, Bellucci?!








fonte: Estadão
foto: globoesporte

terça-feira, 26 de junho de 2012

Não está

Thomaz Bellucci disse que o nível dele está muito próximo daquele apresentado pelos jogadores top 10.

Não está.

Já esteve mais e com o potencial que possui, ele até pode subir no ranking e conquistar melhores resultados. Algo não anda bem o brasileiro e ele afirma que perde intensidade nas partidas mais longas por problemas fisiológicos. O longo hoje foram apenas 4 games do primeiro set. A partir deste momento, Bellucci foi errando muito e cedendo espaço para Nadal vencer sem sustos na primeira rodada em Wimbledon.



Se quiser fazer frente aos grandes nos Jogos Olímpicos de Londres, o brasileiro vai ter que suar mais. Pode ser que a motivação de ter recebido o convite para integrar o time nacional e o espírito da disputa olímpica contagiem e ele consiga mostrar o tênis que guarda.



fonte: TênisBrasil
foto: postais


Oi, tchau

Thomaz Bellucci se apresentou no estilo Beatles hoje em Wimbledon.

Yes, tennis lover.

Entrou em quadra às 11h20, hora de Brasília, e disse Hello.
Saiu de quadra às 13h46 e disse Goodbye.

Perdeu por 6/7 (e começou bem, com 4/0 sobre o espanhol, mas errou dois voleios quando poderia fechar o 5° game do primeiro set e desandou) 2/6 e 3/6 para Nadal na primeira partida.

Como na canção Hello, Goodbye, lançada pelos 4 de Liverpool em 1967, Bellucci disse hello, disse goodbye.



"You say stop 
but I say go, go, go." 

Go to Brazil, dude.


fotos: globoesporte
oesquema

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Quadra, não potreiro

Estamos no green grass, no green field de Wimbledon.

Djokovic, Nalbandian, Ferrero, Federer, Sharapova e outros grandes em quadra na segunda-feira do verão inglês, nublado, para manter a tradição.

Se você estiver longe da televisão, mas perto do computador, impedido de ver, mas possibilitado de ouvir ou simplesmente cansado de alguma narração sonolenta como algumas por aí, tennis lover, o site de Wimbledon transmite os jogos pela rádio online. É só clicar em LISTEN & WATCH, LIVE @ WIMBLEDON e apreciar narrações de quem conhece tênis e não fica enrolando, com a empolgação que os grandes pontos merecem.

Depois é correr para a cancha descarregar a fissura de jogar!




Só não vale esticar a rede em qualquer potreiro.



C´mon!!




foto: cherylannkong
canguçuemfoco

domingo, 24 de junho de 2012

Com pedigree ou pangaré

Roger Federer caminha para uma disputa importante na carreira.

Pode chegar ao sétimo título em Wimbledon, a catedral universal do tênis. Sim, tennis lover, mesmo que você goste de outros torneios ou pisos, Winbledon é essencial por ser o epicentro do esporte formatado pelos ingleses como é hoje. É a competição mais tradicional e conservadora, cravada na história pelo tempo e pelo hábito.

Federer é um dos favoritos na grama hoje, como sempre. Vai atrás do título do Grand Slam e depois dos ouro olímpico em simples em Londres, nas mesmas quadras do All England Club.

O próprio suíço sabe de suas chances e o que elas representam para apostadores, fãs e para ele mesmo. O atual número 3 do ranking considera que seu prestígio como competidor, dentro e fora das canchas está relacionado com o fato de permanecer jogando em alto nível por longo período.

Não basta ser o bom, é necessário sê-lo por bom tempo para alcançar esta espécie de diferença com a qual ele conta e cita exemplos como Woods, Schumacher e Rossi para demontrar do que se trata.

Em entrevista à Reuters, na Inglaterra, Federer falou sobre isso e muito mais.

Lei cósmica

O que ocorre com Federer neste sentido de permanecer sendo competitivo e bom tenista, acontece lá na pracinha também, tennis lover.

E de um jeito ainda mais cruel.







Você sabe muito bem que no tênis amador, os registros quase não existem. Poucos ficam sabendo de quem você venceu, se jogou como um iluminado, se aquela medalinha que você mostrou foi conquistada contra um tenista com pedigree ou um pangaré da raquete.

É a cada dia, em cada partida, em cada ponto, que você tem que mostrar que sabe das coisas.

São aquelas passadas de esquerda, aquelas potentes cruzadas de direita, a habilidade no punho e o conjunto da obra em quadra aos olhos dos outros que consolidam a consistência e geram respeito e admiração.

fonte: Estadão
fotos: ig
tennisblog