quinta-feira, 5 de setembro de 2013

É uma paita pichona

Choveu muito nos últimos dias de agosto no Rio Grande do Sul, tennis lover.

A água toda que caiu provocou enchentes em diferentes cidade da Grande Porto Alegre. Interditou parcialmente rodovias, atrapalhou negócios e, o que é pior, fez famílias deixarem suas casas. Os prejuízos foram imensos.



Em Alvorada, município vizinho à capital gaúcha, já são 11 dias de alagamentos e a previsão é de que a água demore ainda mais de uma semana para baixar totalmente.


Banhado

Segundo Osmar Ribas, o Véio (foto), como chamamos, a chuva passada provocou os piores estragos que ele já viu na quadra da La Hire Guerra em décadas.


A quadrinha, onde jogamos, ficou um banhado e precisou uma semana para o piso secar a admitir reparo.


Ontem fomos lá para dar uma guaribada.




Varrer folhas e juntá-las, tapar buracos, raspar o barro compactado e botar um pouco de pó.


Trabalhamos à tarde no que deu.

Um cansaço.





O Véio até desmunhecou de tanto varrer.



Como diz o alemão, "é uma paita pichona esse Féio!"

#bullying

C´mon!




fotos: O Alvoradense, Tênis de Rua


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Infernais

Agora é para os fortes, tennis lover.

O último Grand Slam do ano, para mim o mais empolgante pela presença e comportamento do público, pelos jogos noturnos e toda a atmosfera de diversão e competição, começa a ser transmitido na semana que vem.

O US Open é também um momento nostálgico.

É como um encerramento antecipado de temporada, já que até o fim do ano não há uma competição do mesmo porte.


Então, a gente se contenta com o que tem.

Pé no pó

A cada fim de semana, para a rapaziada que joga na La Hire Guerra, é um Grand Slam.

Uma quadra e trocentas cabeças querendo jogar.







É no tapa para decidir quem entra e desfruta do pé no pó atrás da viciante bolinha amarela.

Semelhante ao que ocorre em outras quadra públicas de cidades como a nossa, que não investem no tênis popular.









Esperar por realização de melhorias pelo poder público é igual a querer jogar tênis com raquete sem corda.

Ontem, foi com a ajuda do Paulo Degrazia que conseguimos saibro para dar uma guaribada na cancha, prejudicada pelas chuvas invernais.




Infernais.

C´mon!


fotos: Tênis de Rua

sábado, 3 de agosto de 2013

Se liga na várzea

É brabo jogar numa quadra com irregularidade na luz, tennis lover.

Lá na pracinha, o pessoal reclama.

"Pô! Perdi essa bola por causa dessa p%rr@ desse sol e sombra!! 
C@r%lh0!"

Culpa da prefeitura, da meteorologia, do ducado de Veneza, da Santa Sé, do baby George da Inglaterra. Da natureza que deixou aquela árvore crescer logo ao lado da cancha...

Nos grandes torneios não é assim, pensa o tenista frustrado pelo sol e pela sombra que esconde a bolinha e estraga o jogo.

Se você é um deles, está errado, tennis lover.

Nos torneios maiores também ocorre este tipo de problema.


Se liga na várzea do Clube Paineiras, na capital paulista.

Este jogo é válido pelo Challenger de São Paulo.

E agora?!
Reclama da quadrinha!!


C´mon!!



link: institutosports.com.br
foto: Tênis de Rua

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ca.tim.ba

Substantivo feminino, sf.

1. Malícia, manha.
2. Esporte - Recurso malicioso usado por jogadores para retardar o jogo, atrapalhar o adversário, etc.

É o que diz o dicionário de Língua Portuguesa, tennis lover.
O famoso "amansa".

O que que dizem as quadras de tênis?

No nível profissional, a catimba é menos verbal por imposição da regra. Mas os jogadores dão um jeito. Demoram para sacar, pedem atendimento médico, solicitam ir ao banheiro, reclamam do juiz, fazem cara torta para uma marcação ou outra, comemoram pontos com contato visual no adversário, festejam erros não forçados de quem está do outro lado da rede.

E isto vai entrando na cabeça do jogador que recebe a provocação.

E tem mais.

Há uma história de que numa virada de lado, Lleyton Hewitt teria dito "você já era" ao adversário, que acabou perdendo o foco e o jogo. Aliás, provocações são com o australiano. E ele já teria passado dos limites, sendo até criminoso ao ofender de modo racista o tenista James Blake, o que é outra coisa, reprovável.


É do temperamento de Hewitt.

Há quem deteste e acredite ser execrável mesmo para o tenista recorrer às catimbas.

Porém, elas estão no esporte em geral como um recurso de pressão psicológica com intenção emocional e o objetivo de desestabilizar o desempenho do adversário.

Quer ver?



Gritar c´mon, vamos, vâmo e todos os correspondentes em alto volume e vibrar ostensivamente é sinalizar domínio.

Nos jogos profissionais isto é parte do contexto.



E na pracinha?
No tênis de rua?



Aí, tennis lover, o bicho pega!

Como não tem juiz para mandar calar a boca, a catimba é generalizada e, às vezes, extrema. Vem com zombaria, com desprezos, humilhações... dentro dos limites para não virar briga, é claro.

A meta é tirar o outro do jogo em momentos em que ele está acertando e sendo eficiente.

Ocorrendo entre amigos, é absorvida como malícia, sem prejudicar as relações.

Ocorrendo entre desconhecidos, é desrespeito que pode virar atrito sério.

É necessário saber quando usá-la.

C´mon!

fotos: uol, turmadoamendoin, smartdata

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sempre penteadinha

Você já amou quem não te ama?

Não estamos falando daquela pessoa que um dia machucou teu coraçãozinho, tennis lover.

Calma, jovem!

Estamos falando de algo inanimado, que não pode corresponder ao sentimento.

Nós, por exemplo, amamos nossa quadrinha de saibro na praça La Hire Guerra.

Somos até meio egoístas em relação a ela.



Somos cuidadosos, queremos que ela esteja sempre bonitinha.
Sempre penteadinha, tipo quando a gente passa a esteira para levantar o pó que fica um pouco compactado.





Estamos constantemente limpando e ajeitando a quadrinha, como é carinhosamente chamada pelo grupo de tenistas que jogam lá.

Quando chove forte, como ocorreu nas últimas semanas, ela fica danada.




Temos que consertar, nós mesmos.


Hoje, trabalhamos duro.





Colocamos saibro num dos fundos e fizemos de tudo para que ela ficasse tinindo.






Valeu a  pena e o set rolou solto, adorável quadrinha.



C´mon!




fotos: Tênis de Rua

terça-feira, 9 de julho de 2013

Atendendo a pedidos

Deu na TV!

Disse um.
Disse outro e por aí vai.

Durante a transmissão do torneio de Wimbledon, pelo SPORTV, assim como em ocasiões anteriores.

Falamos da reportagem realizada pelo amigo e colega Thiago Morão para a RBSTV sobre o tênis praticado em quadras públicas em Porto Alegre.

A matéria, como nós jornalistas chamamos, surgiu a partir do interesse do Thiago por uma ideia que propagamos já há algum tempo: a de popularizar o tênis como modalidade acessível a todos por meio do uso de equipamentos públicos.

Quadras, tennis lover, é o que queremos dizer.

Não adiante ter raquete e bolinhas se não houver quadras.

É delas que a cidade precisa em maior quantidade para que o tênis seja ainda mais praticado.

Quando criamos o Tênis de Rua, foi como pegar uma ideia que já existia e dar a ela um ponto de convergência. Mostrar que é possível, divertido, competitivo e que possui uma cultura própria de respeito e inclusão.

De cidadania.

Atendendo a pedidos, resolvemos botar a reportagem no site.
Se você quiser vê-la, clique aqui.

C´mon!

foto: Tênis de Rua

domingo, 7 de julho de 2013

Urna funerária

Da choradeira no ano passado até hoje, 77 aos se passaram.

Deixa que eu explico, tennis lover.

Murray, que perdeu a final de Wimbledon em 2012 para o Federer, chorou por ele mesmo e pela história que carregava nas costas. E neste ano, lá estava de novo o britânico.

Sim, britânico porque ganhou.

Se tivesse perdido, seria escocês.

Então, com 77 anos se passando pela cabeça e pelo coração de toda a Inglaterra que aprecia tênis, de um ano até o outro, Andy Murray soube evoluir e jogar mais do que o suficiente para transformar lágrimas em sorrisos incrédulos.



Matou Djokovic em 3 sets a 0 e levantou a urna funerária...





Digo, troféu, de Wimbledon.

Amém.


Que post mórbido... era para ser alegre... C´mon!


fotos: Reuters, Komonews

sábado, 6 de julho de 2013

Esforço

Essa Bartoli...

Que jogo estranho, tennis lover.

Mas ela venceu Wimbledon. Socou 6/1 e 6/4 na Sabine Lisicki e, aos 28 anos, levantou a primeira taça de Grand Slam.

Merece pelo esforço.
Para algumas pessoas, o tênis é mais resultado de trabalho do que de talento.

C´mon!

foto: sportsillustrated

sexta-feira, 5 de julho de 2013

C@g@ tudo

Já viu jogador de futebol do mesmo time brigando entre si, tennis lover?

Oui, mon frère... discutem, batem boca. Basta não haver o que se chama lealdade em campo.

Ocorre quase sempre quando um elemento, principalmente da defesa, não se aplica, não respeita a tática, não corre, não mostra raça, não dá o sangue enquanto o resto da equipe se mata para alcançar o resultado.

No tênis acontece a mesma coisa.

Hoje, joguei um jogo ruim que dói.

E reclamei do meu time, do meu amigo que fazia dupla comigo.

Ele acha que reclamei dos erros dele.

Não foi, nem é isso!

Tem uma diferença muito grande entre cobrar alguém que não tem bons fundamentos ou golpes e por isso desperdiça pontos do que reclamar de quem poderia render mais e falha por falta de dedicação e esforço em quadra.

É uma questão de atitude, jamais de técnica, nestes casos.

Torcer o nariz para quem joga pouco e erra tentando fazer o seu melhor é injusto e reprovável.

Cobrar de quem pode dar mais e não o faz por desmotivação durante o jogo é necessário para corrigir a postura em alguns momentos.

Mas tem jogador que não compreende e repete-se no erro.





E aí, tennis lover... c@g@ tudo.



C´mon!




foto: garotasdocontra, terra

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Jason com raquete