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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aquela história

Segundo set.
40 x 15. 

Primeiro serviço no meio. Devolução de slice no centro da quadra. Segunda bola de forehand cruzada, funda e aberta. Winner. 

Game, set and match. 

Depois termino essa história. 

Novo território

Na manhã de hoje, fomos eu, meu inseparável chapéu... antes que você diga que é estilo, máscara, ridículo, saiba, tennis lover, que é proteção contra o sol. Se você acha que é frescura, vá ao dermatologista que ele te explica, já te mijando, que tomar sol direto é um problema e te manda, não pede, usar bloqueador solar e alguma proteção física. Com a radiação não se brinca. No site do Cptec/Inpe tem a previsão meteorológica para as capitais brasileiras e o índice de radiação solar diária. Ela quase sempre é extrema em todo o Brasil.  

Voltando.

Na manhã de hoje, fomos eu, meu chapéu e o tennis fellow Amauri, jornalista do Correio do Povo, até a quadra da praça Adel de Carvalho, no bairro Ipanema, na zona sul de Porto Alegre. O espaço foi apresentado pelo Amauri no blog Área de Saque, gerenciado por ele no CP. 
O piso é realmente um asfalto um tanto gasto. Pode interferir na trajetória da bola tanto quanto ocorre num saibro meio guasca como alguns que se encontram por aí. Se houvesse interesse da prefeitura ou uma reivindicação dos usuários, poderia ser feita uma manutenção incluindo uma recapagem da quadra. A rede está boa e tem iluminação, permitindo  jogos noturnos. O lugar é silencioso e pacato. Está no coração de uma área essencialmente residencial. Além dos pássaros e algum ruído de carro, o som predominante da manhã foi o da bola e o dos estudantes que ocuparam  a quadra de futsal ao lado da de tênis.

As crianças foram testemunhas.  


Aquela história

Game, set and match.

Com aquela bola vencedora, cruzada e aberta, encerramos o jogo contra o Amauri. Quando tiramos a foto para o blog, ele falou:

"Pra ser humilhado na rede mundial de computadores..."

É que vencemos o amigo por 2 x 0, 6x1/6x0. 
Como sabemos que tênis de rua não é para fracos, temos certeza de que o Amauri aguenta essa. 

C´mon!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Só os cães suportam

"Não é para os fracos, definitivamente." Amauri Knevitz Jr., jornalista 


A frase do colega de profissão e raquete é a síntese do tênis de rua. 


A citação foi extraída do post publicado por ele no blog Área de Saque, no Correio do Povo online, sobre as quadra públicas disponíveis em Porto Alegre e interior do Rio Grande do Sul para jogar tênis. 


Vale a pena ler por 3 motivos: 
1- é sobre tênis;
2- é sobre tênis em canchas públicas; 
3- faz menção ao nosso blog, Tênis de Rua. 


Tcharããã!!! 


Amauri, que é um street player like us, está engajado na cruzada de expandir a comunidade dos tenistas que abrilhantam as praças com jogadas dignas de Roger Federer, mas que quase ninguém fica sabendo porque não tem transmissão de tv, replay ou vídeo no Youtube. 


Claro que na praça também se dão os mais bizarros lances e é sorte não ter transmissão de tv, replay ou vídeo no Youtube. 


Mas isso não é culpa apenas da qualidade dos nobres tenistas. 


É resultado de um conjunto de fatores como as condições do piso, a ventania, os odores periféricos (como cita o Amauri), a poluição sonora, a visual, as diferenças de nível entre adversários que se vêem forçados a jogar juntos para não perderem a vez na quadra, a cotação do Euro, a dívida pública grega, o programa nuclear iraniano e as malditas bolas carecas e sem pressão que alguém apresenta para o jogo, salvando a caterva muquirana que só vai com a raquete embaixo do braço, contando que o "outro" tenha bolinhas. 


Jogar bem, em situações assim, é para cascudos, como diria Renato Portaluppi.



Só os cães da raquete suportam a pressão.


Au, au, baby!!