quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O bracinho de grilo

Em 56 minutos não dá para ir nem de Porto Alegre a Osório com pista livre na Freeway, tennis lover!

Para falar a verdade, neste tempo, às vezes não se anda algumas quadras na espremida capital gaúcha.




Oigalê, trânsito entupido, tchê!





Mas, em 56 minutos, Federer conseguiu socar um placar de profissional contra amador em Andy Murray em Londres no ATP Finals.

Pneuzito e escovadinha: 6/0, 6/1 pra cima do escocês.

Sim, porque quando perde não é, não foi nem vai ser britânico, nem aqui nem em London, mister!

Que isso...




O Federer, bracinho de grilo...






O braço esquerdo do suíço não parece uma perninha de grilo se comparado ao direito?!



Bom, voltando, o Federer bracinho de grilo segue rumo ao título.



Andy Murray foi chorar na cama que é lugar quente.





@andy_murray·21 mins21 minutes ago
I will work as hard as I can through the off season and get back to my best level for the beginning of the new year...sorry
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C'mon!

link: ATP, BBC
imagens: ATP, Getty Images, educastro, clicrbs

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Procura-se

Se você achar este homem em alguma quadra de tênis de Porto Alegre, não faça escândalo, tennis lover.

Você vai ficar frio e, discretamente, vai ir até ele.

Pegue do seu bolso R$250,00 e entregue a ele, sem alarde.

Ele vai ir até a raqueteira dele.
De lá, vai tirar uma raquete em ótimo estado.

É uma Babolat Pure Drive.

Ele vai entregar esta raquete a você, vai agradecer, vocês vão se cumprimentar.

Pronto.
O negócio estará fechado.

Você terá comprado a raquete dele.

Mas, se isto parecer mirabolante demais, ligue para o telefone (51) 9966 2245 e fale com ele para acertar a trampa.

Ah, o nome dele é Ronaldo.

Boa sorte e bom negócio.

C'mon!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Na próxima gineteada

"São gritos de "bamo, cavalo"
toca, toca, êra, êra."

É como cantam os Serranos aqui no sul do Brasil, tennis lover.

Aos gritos de 'bamo, cavalo' o primeiro Panga's Open de Tênis da La Hire foi definido há semanas.

Mas, como não temos compromisso algum em informar algo tão irrelevante ao nosso prestigiado público, só hoje estamos divulgando o resultado deste torneio prá lá de bagual.

E ficou assim:









Dante Bertoglio, cavalo dourado e campeão do Freio de Ouro.
















Evaldo, cavalo de prata e vice na cancha reta.











Relinchando por fora, cansado e com fome, Felipe Medeiros, cavalo de bronze na redoma.







O resto foi pastar para ver se melhora o coice na próxima gineteada.

C'mon!!

fotos: Gabriel Hennig, letras.mus

quinta-feira, 27 de março de 2014

O zaino da pracinha

"Eu tenho um cavalo zaino, que na raia é corredor.
Já correu quinze carrreiras, todas quinze ele ganhou..."

É bom esse cavalo do Sério Reis, tennis lover!!

Não é bem o caso dos pangarés que jogam na La Hire Guerra, em Porto Alegre.

Isso mesmo, pangarés.

É como a gente se trata.


Um mais matungo do que o outro.


Mas, agora, um torneio vai decidir quem é o menos pior na raia do tênis.
O zaino da pracinha.

Começa amanhã e só Deus sabe quando termina, o Primeio Panga Open La Hire Tennis Plaza.

Credo!

Pelo nome e pela arte
até parece coisa importante...

Você não acredita?



A loja Aguiar Esportes, de Gravataí acredita!


Tanto que forneceu as bolas que serão coiceadas nos jogos.






A empresa Frijet também confia!


E bancou as camisetas exclusivas que vão vestir as montarias.



Serviço

Primeiro Panga Open La Hire Tennis Plaza (torneio entre jogadores e amigos da La Hire Guerra)
Jogos de simples ao longo deste fim de semana, iniciando amanhã.
Na La Hire Guerra, bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. (os jogos são intercalados e não vão impedir o uso da quadra, que é municipal, pelo público).
Em caso de chuva, os jogos são transferidos para outra data.

Você pode acompanhar pelo Facebook em La Hire Tennis Plaza.

Também estão abertas as inscrições para o Torneio de simples do Parque Tenístico Montaury (Caixa d'água da 24 de Outubro.) Elas devem ser presenciais, no parque, dia 29/03/14, das 14h às 17h.

C'mon!

imagens: kboing, frijet, Joás Aguiar

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Na quadra dos incrédulos

Jogar na quadra pública é ser meio da periferia do tênis.

Por mais que o esporte tenha se popularizado, ele ainda é tratado como modalidade de elite por algumas pessoas.

Experimente ir jogar um torneio num clube tradicional, tennis lover.

Quando perguntarem de “onde você é”, experimente dizer que você não tem clube ou joga na pracinha.

Pronto, você será colocado no chinelo!

Puro preconceito.

E preconceito, se derruba com atitude.

Foi com humildade temperada com garra e coberta de bom tênis que os nossos amigos Gabriel Hennig e Cezar Zucchi (camisa cinza) foram vice-campeões da Segunda Classe das duplas masculinas na Copa  de Verão do Leopoldina Juvenil, a catedral do tênis de Porto Alegre.

O Gabriel e o Zucchi jogam na La Hire Guerra, a nossa quadrinha de saibro, pública, de piso cascudo, onde todos se enfrentam e se ajudam, treinam juntos, corrigem uns aos outros e evoluem em conjunto.

E torcem unidos.

A galera da La Hire foi em peso ao Leopoldina fazer barulho, abraçar os companheiros e mostrar que estamos aí, na batalha pelos troféus do tênis amador.


Foi a periferia ocupando o centro.

 
 
 
Uma paralela vencedora na quadra dos incrédulos.



C’mon!


 

Fotos: whatsapp  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Entrevista com um ex-vampiro

Tem um companheiro nosso que anda meio sumido das quadras, tennis lover.

E muito se tem especulado sobre as razões, já que o cara praticamente batia ponto no saibrinho com a turma.

Para saber, resolvi conversar com ele, que autorizou botar esse papo aqui no blog, já que pode servir de reflexão para pessoas em outros lugares onde o Tênis de Rua é lido.

TR - O que afastou você da quadra? 

- Um cansaço acumulado. Físico, mas principalmente mental e emocional. 

TR - Como assim?

- Eu vinha jogando quase que diariamente há 1 ano e 9 meses. Isto desgastou um pouco o físico e eu precisava parar. Os jogos eram sempre com os mesmos companheiros, praticamente. Foi ficando previsível, rotineiro, perdendo um pouco da graça, até porque o comportamento repetitivo em algumas coisas foi ficando desagradável. 

TR - É o cansaço emocional... Mas o que houve de concreto?

- Sim. Certas coisas que, sendo insistentes, não ficaram e não ficam bem. Por exemplo, falar mal de um colega presente ou ausente, julgar com precipitação seu modo de agir, mordacidade constante em comentários, excessos de vaidades, agressividade, isolamento de um ou outro que age diferente ou pensa de outra maneira ou não joga tão bem quanto os mais competitivos. Isto tudo foi deixando o dia a dia estranho e ir jogar foi ficando sem aquela alegria de antes.

TR - Mas você não acha que isto é normal entre amigos, ainda mais adultos e no meio esportivo, esta jocosidade às vezes mordaz? 

 - Claro que sim! É normal. O que não é normal, para mim, é ter se tornado insistente. E não estou dizendo que era comigo! Pelo contrário. Não me senti incomodado com algo dirigido a mim, especialmente.



TR - O que aconteceu, então?!

- Aconteceu que eu estava tomando parte em algo que eu não gosto muito. Não sou bem assim como eu andava. Não estava gostando de ser eu a participar de comentários, fofocas, juízos falsos, brincadeiras agressivas. Eu estava meio irritado com tudo e só percebi que a rotina jogando e estando no meio de certos comportamentos é que estava me deixando incômodo. Não sou um vampiro que se alimenta disso. Sou um ex-vampiro. Mas cada um faz o que quer, diz o que quer, vai onde quer. Eu gosto de todos os companheiros do tênis. O que eu não gosto é do que eu estava fazendo e resolvi dar um tempo para pensar e mudar. 



"...falam demais 
como primeiro esporte 
e colocam o tênis 
como segundo."




TR - Alguns pensam que você foi impedido de jogar... tipo, pela mulher... (risos)

- Cara, normal pensar isto. Especialmente quem já teve alguma experiência neste sentido. Não é o meu caso. Minha mulher é sensacional nesse negócio do tênis. E em outros também! (muitos risos) Ela é quem me botou pra jogar quando nos conhecemos. Foi comigo bater bola até eu conhecer parceiros para jogos. Acompanha o circuito comigo, vai jogar comigo quando pode. Nos torneios que joguei, ela estava lá e vai continuar estando. Ela mesma está estranhando eu estar mais em casa. Não foi ela quem me impediu de jogar. Fui eu mesmo. Mas, cada um cria sua fantasia. Se espalharam isto mais do que por brincadeira sem querer saber de mim as razões, então confirmam o que eu disse: falam demais como primeiro esporte e colocam o tênis como segundo. 

TR - O que você gostaria de dizer aos companheiros? 

- Nada em especial. Eles não tem muito o que fazer. Não pretendo que acreditem em mim, que concordem ou mudem comigo. Eu estou cuidando de coisas diferentes do tênis e posso voltar a jogar quando eu quiser. Se eles quiserem jogar comigo, ótimo. Por que eu quero jogar com eles. O que não quero e vou procurar não fazer é repetir comportamentos que acho inadequados eu ter em um grupo de amigos. Mas isto sou eu, somente eu. 

Aí está, tennis lover.

C´mon!

imagens: refricultural, istoegente

sábado, 9 de novembro de 2013

Que nada!



Do nada, Deus criou o universo.


É bem provável, pois do nada, muita coisa ocorre, tennis lover.


Ou quase do nada, sem combinações prévias ou arrajnos exatos, meio que por acaso, na falta de um conjunto de razões mais claras para explicar.

Assim, do nada, uma reunião que se pode chamar de festa foi organizada na La Hire Guerra, nossa quadrinha pública na zona norte de Porto Alegre.

Do nada, ou melhor, de apostas de brincadeiras que quase sempre dão em nada, O Cezar Zucchi resolveu que hoje levaria algumas cervejas para um happy hour entre os amigos no parque.

Comunicou a turma e, do nada, o Márcio (foto ao lado) resolveu contribuir.









Falou com um cliente de relações comerciais, o Super Center Pan, aqui da capital, e esta empresa deciciu que gentilmente daria salsichões e pães para o grupo.




Então, meio do nada, já tínhamos um pequeno churrasco sendo organizado.

Sem pedir nada em troca, o Joás garantiu o carvão.


O Ribas e o Reinaldo (na foto, de preto), a churrasqueira.





O Gabriel, o chimarrão.

E você acha que já estava bom, tennis lover?

Calma que tem mais.

O Evaldo e o Paulinho, excelentes cozinheiros profissionais que trabalham com comida japonesa, levaram sushi.

Isto!

Simples assim.

Do nada, sushi de entrada para o assado que viria no fim de tarde desta sexta-feira (08) com sol e calor em Porto Alegre.

E no meio disto tudo, nada melhor do que jogar o agradável tênis que a todos reúne lá na quadrinha.

Como se nada fosse.

Uma reunião casual, aparentemente.

Como se do nada surgissem as amizades.

Que nada!



Ela nasce de tolerâncias, de compreensões, de companheirismos.

Nasce por um motivo menor em favor de um maior.


Para nós, jogar tênis é nada.
Amizade é tudo.



C'mon!

fotos: Tênis de Rua


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Hein, o quê? Eu não!

O Gabriel é o melhor tenista da nossa turma.

Ganhar dele não é fácil.

Mas, outro dia, o Evaldo e eu, socamos um 6/0 nele e no Paulinho.
Inconformado com o pneu, o Gabriel apostou uma Coca-Cola conosco num próximo set.

Vencemos novamente (7/5) e bebemos refri geladinho na conta dele.

Só que o Gabriel é competitivo, tennis lover.

Quando se joga, não se faz isto para perder.
Nem no par ou ímpar.

Então, o Gabriel, dias depois de pagar a Coca, apostou de novo, tendo o Joás como parceiro, contra o Evaldo e eu.

Bom, perdemos e ontem pagamos o refri para os dois. (foto)

Hein, o quê?

Ganhar do Gabriel não é fácil.

Até minha mulher falou

"- O Gabriel? Ele treina no clube e joga campeonato e perdeu de zero pra vocês?!!"
                                                                                                                                                           Esquerda para direita: Gabriel, Evaldo, Charles, Joás
Fez rir.

O Gabriel dizer que perdeu, ainda mais de 0, também não é mole...

"Hein, o quê? Eu não!" 

É o que ele diz, brincando, é claro, quando se toca no assunto.

Mas, no fundo, pneu deixa marcas, tennis lover.

C´mon!


foto: Cezar Zucchi, tesacom

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Presta atenção para não fazer feio

Vai assumir?!



Não é a sua sexualidade, tennis lover...

Isto a gente não quer saber.


Estamos perguntando se você vai assumir o risco de apontar uma bola duvidosa e admitir para o adversário que viu, mas que a marca não pode provar sua versão.



Isto mesmo, voltamos a falar deste assunto, seu chato.
Presta atenção para não fazer feio depois.

Quando o saibro não é lá essas coisas, você pode marcar uma bola que viu fora.
No entanto, se ela for contestada, como provar?

Esse é o dilema: ou sua marcação é aceita e está definido ou é necessário jogar o ponto de volta, por mais que doa ter a certeza do que viu - e isto não quer dizer que seja o certo, é sua versão, seu ponto de vista - e ter que beneficiar o reclamante com a dúvida que dá a ele o direito de jogar o ponto novamente, já que há uma marca que não prova categoricamente a bola apontada fora ou dentro.


Na várzea do tênis é assim.
O piso problemático problematiza o jogo.

Se até o melhor saibro do mundo gera desconfiança...

Em Roland Garros, Sergiy Stakohovsky apelou para uma foto para tentar pressionar a decisão sobre uma marcação duvidosa. 

Imagina na quadrinha, onde tem mais pedra do que pó.

Quem viu o quê

Quando há competição, há emoções em quadra.
O desejo de vencer fala muito alto.

Então, não é um plano ardiloso que o adversário conteste marcações que podem ser contestadas.

É parte do jogo. Se há uma maneira de equilibrar prejuízos e se manter na disputa, eticamente é válido.

Na partida, há decisões que são comuns, mesmo que sejam controversas:

 - marcar a bola fora, apontar a marca com convicção, mesmo que ela não tenha nitidez. Isto dá segurança ao adversário que, se não aceitar, irá discutir e dizer o porquê da atitude dele;

 - apontar a bola fora e assumir que a marca está lá, pode ser vista, não é nítida, mas que você viu mesmo fora.

Neste caso, essa honestidade, digamos assim, pode imediatamente custar a oportunidade que o adversário precisa para usá-la a favor dele e contra você.

E aí, vai assumir?

Lembre: outro dia, do outro lado, pode estar você contestando uma marcação.

Como você vai fazer isto?

C´mon!!

foto: dalymail

domingo, 29 de setembro de 2013

Chora, neném

O tênis não é duelo.

Mas, às vezes, parece um. Civilizado, não tira a vida de ninguém.
Porém, pode ferir a honra, tennis lover.

Em alguma quadra pelo mundo, neste momento, alguém está acusando outro alguém de desonestidade. Mesmo que indiretamente, está.

Ocorre quando um jogador duvida de outro de modo a fazer com que este outro pense que está sendo acusado de agir deliberadamente para tirar proveito de uma situação.

É comum na marcação de bolas próximas às linhas.

E isto incomoda, principalmente o nervosinho.

C´est moi

Posso dizer que é meu perfil emocional no tênis.

Não gosto de nada que me agrida e minha reação é a irritação.
E pouca coisa me agride mais do que ser suspeito de desonestidade.


Isto ocorre porque defendo quase que de modo canino a inocência presumida. Ou seja, ninguém é culpado até que a culpa seja provada. E no tênis é difícil isto. Então, procuro ser justo, mesmo contra mim, e acabo esperando que os outros sejam também. Que não pensem que uma marcação minha contra o adversário seja intencional quando ela parece ser duvidosa.


Minha boa intenção não impede meus erros. Posso não ver bem uma bola. Neste caso, a marcação é por incapacidade, não por falha de caráter. E se ela for realmente como marquei, por um melhor posicionamento na jogada, por exemplo, duvidar de mim sem ter condição, por estar longe do ponto de contato na quadra ou só por achar que foi muito perto, acaba, em alguns casos, me deixando nervosinho.

Especialmente se a marcação é feita pelo oportunista.

Se dando bem

O oportunista é aquele jogador gente boa, que não compra briga com ninguém, mas, se tiver uma chance de levar vantagem numa situação, ele leva.

É o tipo de tenista que aquela bola no limite, se o favorece, ele defende a marcação conforme a conveniência. Canta fora quando é do adversário e boa quando é sua. Ele sabe que é uma bola difícil, então se aproveita.

Ele faz isso contra você e a seu favor, quando estão jogando uma dupla juntos, por exemplo.


Então, você que vê acontecer, sabe como ele é e entende que este tipo de jogador não tem moral para pressionar em marcações duvidosas, ainda mais em partidas disputadas, quando o detalhe pode decidir.




Porém, o oportunista está lá.
E se ele estiver jogando ao lado do chorão, ele vai ter várias situações para entrar em ação.

Lágrimas nos olhos



Chora, neném.

É o que faz o chorão em quadra.

Ele é do tipo que não faz por mal, mas reclama de modo contumaz. Sempre vai ter aquela bola que ele desacredita, erra por falta de capricho ou excesso e ainda assim pensa que deveria ter acertado.

O chorão, quase sempre é um jogador que lida mal com os próprios erros. Não admite falhar tão facilmente.

Se a bola dele, que parecia tão eficiente, saiu por um detalhe, ele não acredita que a marcação do adversário foi ainda melhor e flagrou aqueles dois centímetros que saíram, o popular "saiu por um dedo."

O chorão reclama o ponto e é o que o oportunista precisa para pressionar a marcação, armar uma situação e irritar o nervosinho, que marcou o que viu, e viu fora.

Na paz

O pessoal acha que tênis é coisa fácil...

Ele é uma escola de civilidade para todos.

O nervosinho aprende que por mais que ele ame a justiça e tente ser correto, ele sofrerá injustiças e precisará lidar com elas. Ninguém agrada a todos e é visto como um cara do bem por todos, com seus defeitos, mas em esforço para acertar. Tem gente que não está nem aí.

O oportunista tem a chance de perceber que os outros observam o seu comportamento, nem sempre legal. Se ele se importar com o julgamento alheio, terá a oportunidade de ser mais ético no jogo e evitar situações que o favoreçam ao custo do prejuízo dos demais.

O chorão pode ver nestes momentos um caminho aberto para dar aos outros jogadores o crédito por acertos tão bons ou melhores do que ele mesmo é capaz. Quando o adversário tem mais sucesso, não significa que ele tirou algo que o chorão entenda que era seu por um decreto que só existe na cabeça dele.

O tênis é uma aula de convivência e ensina que apesar das diferenças, todos podem vencer na paz.

C´mon!

imagens: maniacplanet, mundohq, celsolungaretti, imagens,us