domingo, 3 de junho de 2012

Ai, se eu te pego

Domingo tenso em Roland Garros para alguns do favoritos.

Victoria Azarenka, cabeça de chave número 1, foi para casa mais cedo.
A passagem dela foi comprada pela baixinha pit bull Dominika Cibulkova, que a derrotou por 2 sets a 0, em 6/2, 7/6.

Djokovic precisou virar o jogo e 0-2 para 3-2 (4/6, 6/7, 6/3, 7/5, 6/3) contra Seppi para seguir no torneio.
E Federer começou o dia sendo surpreendido pelo suposto irmão de Michel Teló, David Goffin.




Ai, se eu te pego!

Repita comigo, tennis lover, sem gaguejar: o suíço suou a sunga.
Mas venceu por 3-1, em 5/7, 7/5, 6/2, 6/4.

Atrevido


O belga, de 21 anos, número 109 do ranking, chegou chegando.
Sem se intimidar, pressionou o suíço, seu próprio ídolo, como reconheceu ao final do encontro, durante todo o jogo, mesmo quando estava atrás.

O atrevido Goffin perdeu, mas deixou uma ótima impressão em quem o viu em ação.

Inclusive em Roger Federer.


A atitude moleque, porém responsável, de quem desafia os grandes, oxigena o tênis.


Ela delicia os amantes do esporte e pode construir campeões.


fonte: Roland Garros
fotos: bettinariffel
7sur7
blig

sexta-feira, 1 de junho de 2012

La joie de Jo!

O dia foi normal em Roland Garros.

Federer venceu Mahut, Djokovic mandou Devilder para o clube treinar mais, Simon perdeu para Wawrinka, Del Potro afundou as cuecas de Cilic, Berdych suou bastante, mas derrotou Anderson e Tsonga despachou Fognini.

Portanto, este post é apenas para marcar outra coisa.




Esta preciosidade de foto.



A alegria de Jo!







fonte: Roland Garros

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Le jour de la revanche

Nada como um Grand Slam depois do outro.



Hoje, em Roland Garros, Paul-Henri Mathieu venceu o quinto e decisivo set contra John Isner por 18/16 depois de 5 horas e 41 minutos em quadra.





O resultado, segundo o tenista da casa, não deixou de ser uma vingança francesa sobre o norte-americano, que derrotou Nicolas Mahut em Wimbledon no quinto set por 70/68, em 2010, firmando a partida com a mais longa da história, com 11 horas e 5 minutos de tênis.

Mathieu, que esteve afastado do esporte por 15 meses em razão de uma grave lesão no joelho esquerdo, demonstrou estar em forma, física e mentalmente.

Não é fácil manter a cabeça no lugar num jogo assim, tennis lover.

Grandes do slam

Mesmo gastando o tênis na poeira, a partida de hoje não é a mais longa de Roland Garros.
Este recorde pertence à vitória de Fabrice Santoro sobre Arnaud Clement em 6 horas e 33 minutos.






No entanto, o jogo desta tarde na Philippe Chatrier foi um épico do tamanho de Paris.



fontes: Tênis Brasil
Roland Garros
fotos: alvinet
yahoo, 20minutes

terça-feira, 29 de maio de 2012

Por que o tênis, mon frère?

Porque o tênis proporciona momentos extraordinários como o de hoje, em Roland Garros, meu irmão.

Porque o tênis, sendo um duelo de dois solitários, faz as pessoas levarem para a quadra tudo o que elas são.

Porque hoje um tenista superou as próprias experiências amargas e sua grande adversária para fazer história no esporte.

Virginie Razzano derrotou Serena Williams diante de seus irmãos pátrios.

Esta foi a primeira vez que a norte-americana perdeu em uma primeira rodada de Grand Slam.

Foi tenso acompanhar o jogo.

Para Razzano foi um dia feliz.


Para o tênis também.

fontes: Tênis Brasil
Diario As
foto: as.com

Estava lá naquela hora

Agora que você já sabe que Rolando Garros se diz pronunciando o "s", outra coisa que você precisa ter na mente, tennis lover, é que aqui o Grand Slam do saibro é tratado de um modo particular.

As informações sobre o torneio estão espalhadas pelos sites de notícia, pelas emissoras de tv, jornais, revistas, rádios.

Os detalhes do Aberto da França, mesmo as notícias, as crônicas, as curiosidades, são de tenista para tenista.

Você lê aqui o que dificilmente leria por aí.

Como esta história.

J´aime Roland Garros


Guga tricampeão, deitado no centro da quadra Phillipe Chatrier, dentro do coração desenhado no saibro.

Foi uma declaração de amor pelo torneio, pelo tênis, que envolveu todos os amantes do esporte. Principalmente os brasileiros.

E um deles, amigo nosso, estava lá naquela hora.

Como aquela bola longa que, parecendo ir fora, belisca a linha e se torna uma winner improvável, ele chegou até Roland Garros contando com a sorte e conquistando mais do que esperava.

E foi assim, de Porto Alegre a Paris.

Minhas lembranças de Roland Garros 2001 (Leandro de Oliveira)


Os pulos de alegria solitários que dei durante uma madrugada qualquer no início de 2001 eram apenas prólogo de que viveria em 10 de junho daquele ano ao ver Guga definir o jogo contra Corretja e conquistar seu terceiro título em Roland Garros. 


Sim amigos, pois foi naquela noite que descobri que eu e um amigo, o Carlos, havíamos vencido a Gincana Premiada Guga Kuerten, promovida pelo bom e velho buscador "Cadê?" e que veríamos Roland Garros ao vivo! 


A festa foi enorme e lembro daquela noite como se fosse hoje: dois fanáticos por tênis que acompanhavam cada jogo do circuito numa euforia misturada com a incredulidade, falando ao telefone, sem acreditar na notícia de minutos antes. Se lembro bem daquele momento, é verdade que os 11 anos que se passaram desde então trataram de tirar da minha memória muitas das coisas que aconteceram naquela viagem. Para minha felicidade, aliás, pouco me lembro das visitas à Catedral de Notre-Dame, Torre Eiffel, Arco do Triunfo e do típico crepe francês que comi em plena Champs Elysees. 


Como poderia lembrar ainda hoje de cada um dos pequenos detalhes da bela Notre-Dame de Paris, seus vitrais, gárgulas, sua fachada? Não era para isso que eu estava lá! Estava lá para ver meus ídolos. 




Porque enquanto Guga jogava com Kafelnikov pelas quartas-de-final do torneio eu tive a feliz ideia de sair da frente do telão que transmitia o jogo dentro do complexo de Roland Garros e dar um pulinho nas quadras de treinamento. 








E lá eu vi Corretja, Agassi, Jelena Dokic batendo uma bolinha, assim como quem vê o delegado jogar com o Sr. Rui ou o Charles desfilar seu chapeuzinho nas quadras do Germânia! Não só vi como registrei na minha memória e no meu filme 35mm, iso 400, 36 fotos... aquele mesmo, comunzinho, que não se encontra mais em qualquer esquina. 










Mas o melhor ainda estava por vir!


Porque se não me lembro muito bem das lojas que compunham a Champs Elysees, de quantos metros ela tem de largura e de comprimento, não esqueço do momento em que coloquei as mãos no ingresso da final do torneio de Roland Garros de 2001! 


Foi um cambista indiano que nos permitiu que vivêssemos aquele momento histórico na França em 10/06/2001. E lembro como se fosse agora que juntei todo o dinheiro que tinha nos bolsos com  o que  o Carlos tinha para que saíssemos dali com os ingressos para a finalíssima. Não lembro se gastamos 100, 300, 500 ou 1000 Euros! 






Esses detalhes não estão mais na minha memória e não fazem a mínima diferença. O que sei é que certamente era muito dinheiro para um estagiário, mas pouco para assistir um capítulo que talvez não se repita no tênis brasileiro nos próximos 100 anos! 







E naquele momento, o jogo contra o Corretja, o coração desenhado no saibro, repetindo o gesto pós-jogo contra Russel, todos nós conhecemos. 





Se não foi exatamente assim que tudo aconteceu, o que importa é que é assim que está guardado na minha memória tudo o que vivi. É assim que contarei para meus filhos e meus netos. 


Vai contar, sim


Da mesma forma que nos contou, numa dessas manhãs em que batíamos uma bola. O Leandro estava com um boné de Roland Garros que chamou a atenção. Perguntamos sobre a peça e ele narrou a história agora aqui registrada, gentil e alegre como sempre, como o bom amigo que é desde que nos conhecemos jogando tênis.


fotos: Leandro de Oliveira
Ele é o criador do blog Turismo a Dois

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tá, bobinho?!

Tem, tem sim.
Tem muitos entendidos por aí.

De tênis.
De política.
De idiomas.

Outro dia, em uma rádio de notícias de Porto Alegre, um jornalista conhecido no meio profissional pelo egocentrismo e pela vaidade, comentava as eleições na França e repetia o nome do presidente eleito, François Hollande, falando "olandê."

Já que também sou um pedante entendido, pensei: 'ninguém vai corrigir esse cara!'

Então, Deus mandou um raio.

Fulminado


Ao chamar o comentarista internacional, esse jornalista que pronunciava errado o nome do socialista eleito, recebeu, de entrada, uma chapuletada.

O comentarista largou dizendo que vinha ouvindo o programa e pensado onde o jornalista havia adquirido aquela 'sofisticação' na Língua Francesa. Foi irônico e imperdoável, pois, como sabia o Francês e escutava os próprios franceses, estava certo de que Hollande se dizia 'olânde', não 'olandê'.

O constrangimento gerado foi uma deliciosa satisfação.

Garrô?


Você, que é entendido, tennis lover, sabe muito bem que não se fala 'garrô' quando se refere a Roland Garros.



O dono do nome nasceu em 6 de outubro de 1888 na cidade de Saint Denis, França. Foi aviador, amigo de Santos Dumont, apaixonado por ciclismo e tênis. Entrou para a História por usar pela primeira vez uma metralhadora em uma aeronave monoplano, durante a Primeira Guerra Mundial.





Por se tratar de nome próprio, a regra gramatical que manda não pronunciar o "s" se ele não estiver antes de vogal, é desprezada.


É 'garrôs' mesmo, com o "s".





Ah, a dúvida...


Alguém pode estar pensando:

"não pode ser!" "como assim?" "quem disse?!"


Se você não acredita em mim, tennis lover, também não vai acreditar em outros que afirmam o mesmo sob o mesmo argumento.

Então faça assim, ouça os próprio franceses.

Eles dizem Roland Garros, com o "s", tá, bobinho?!

No site do torneio a rádio Roland Garros transmite em Inglês e Francês.





Todos agradecem.


Échec et mat.


Allez!




fonte: professorenlinea
fotos: professorenlinea
abril
eunoquebec
Roland Garros

domingo, 27 de maio de 2012

Roland rolando

Se eu fosse tenista profissional, os dois torneios Grand Slam que eu mais gostaria de jogar e, quem sabe, vencer, seriam o US Open e Roland Garros.

Por quê?

No US Open a interação da torcida com os jogos é mais quente. Tem um clima de arena estimulante, é uma competição difícil, prestigiada, histórica.



E Roland Garros não é menos do que isso.
E é no saibro, tennis lover.
Este piso é demais.





Roland Garros está rolando.


E quem deve ser o vencedor?
Nadal?
Djokovic?
Federer?

Ou alguma virá surpresa?
Quem ganha o segundo slam do ano e por quê?
Você se aventura a responder?

C´mon!







fotos: Roland Garros

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Só muda a cor

Cordas retangulares para sua raquete, tennis lover.

Já ouviu falar?
Ótimo. Você é bem informado.

Sabe, portanto, que a Pro´s Pro Torpedo é um sintético altamente tecnológico desenvolvido para jogadores que desejam conforto, segurança, potência e controle.

Imagine na sua raquete, bem trançada, aqueles ângulos aderindo à bola para gerar um arrasador top spin. Ficou curioso, então saiba mais sobre a corda aqui.






Ou continue com aquele arame que só muda a cor.









sugestão: Gabriel Hennig
fotos: divulgação Pro´s Pro
portuguesealibaba



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Via di Roma!

Bora lá!
Fora!

Terminou!

E com uma dupla falta...

O Masters 1000 da Itália encerrou com vitória de Rafael Nadal sobre Novak Djokovic.

El Nadalazo

Com o placar de 7/5 -6/3, o espanhol conquistou o 6º caneco na capital italiana. De quebra, devolveu Roger Federer à posição 3 do ranking, retornando ao segundo lugar, atrás do sérvio, hoje batido, destemperado e descalibrado.



Saibro, agora, é na França.


C´est Roland Garros, joueurs!!




foto: tennis-buzz

domingo, 20 de maio de 2012

Quem sabe um sanguezinho

Você conhece a fúria latina, tennis lover?



Primeiro, latinos são os do Latium, antiga região da Península Itálica onde inciou a violenta civilização romana, hoje Regione Lazio.



Bom, o temperamento latino, como dizia Kid Morangueira, é fogo.



Hoje choveu muito em Roma.
A final feminina foi atrasada, mas saiu. Sharapova venceu Na Li e ficou com o título.

Na hora de decidir se o jogo entre Djokovic e Nadal seria realizado, jogadores e comissão organizadora do ATP 1000 italiano avaliaram que seria melhor transferir a partida para amanhã às 12h local, 7h de Brasília.



A torcida, que esperava por suor e quem sabe um sanguezinho, não gostou nada.


Amanhã é segunda-feira, dia de trabalho, c@r@lh%!.

"- Domani è lunedì, giorno di lavoro, cazzo!"




O público genuinamente latino, acostumado com as arenas desde que inventaram o primeiro estádio, il Colosseo, vaiou os responsáveis pelo torneio e mandou uma chuva, agora de garrafas, para a quadra.





"Meu sangue latino, uu, uuu..."


fonte: Tênis Brasil
fotos: uol
wikipedia
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historiacomimagens