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terça-feira, 19 de junho de 2012

Cristina, David and Golias

Cristina Kirchner foi até a ONU.

Gastou passagem, diárias, pagas com o dinheiro público argentino. Gastou o latim, como se diz, para tentar convencer e, porque não, comover o Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas.

A presidente argentina foi a Nova Iorque declarar que o país deseja que o órgão internacional contribua efetivamente para resolver a questão das Malvinas, entre a Argentina e a Inglaterra, que controla o território no Atlântico Sul.

Cristina Kirchner foi até o fundo.

Gastou neurônios para demonstrar que o colonialismo britânico é anacrônico e que a Argentina tem direito sobre a ilha em águas sul-americanas. Se mostrou pacífica ao dizer que não quer mais hostilidades, principalmente as militares, e espera que o governo inglês negocie uma definição para o impasse.


Cristina enfrentou ONU e Grã-Bretanha, dois gigantes globais.

Cada um, um Golias.

Tinha que aparecer o David


Desde sexta-feira, quando Cristina Kirchner foi à ONU, não se falava em outra coisa no país. Os 30 anos da Guerra das Malvinas, a coragem da presidente. Os ingleses até podem ter pensado melhor na proposta e nos argumentos da presidente hermana, já que das 16 colônias atuais, 10 são britânicas.

Vai que os súditos estivessem mais simpáticos com os argentinos...

Mas aí, chegou o David.

Em menos de 48 horas depois do discurso de Cristina no ONU, em Londres, no torneio de Queen´s, Nalbandian deu aquela bica sem justificativa num cidadão inglês.

Londres, Queen´s... Queen´s... o torneio da rainha...




agressão a um cidadão inglês...


selvagem, irracional...


bronco, sul-americano!





Argentino muthafucker!!!!!!
No dialogue!!!


Tinha que aparecer o David, um anão da paciência, para dar a pedrada errada, bem diferente do xará da Bíblia, e afundar a jangada cholita com presidente e tudo.


fontes: Outro lado da Notícia (Cubadebate)
Olé
fotos: jornaldenegocios
ig, oglobo, jogadorpensante

terça-feira, 27 de março de 2012

Entre os neurônios e o intestino

É aquele lugar onde ao raciocínio está perdido e a "m" é iminente.

Lá, entre os neurônios e o intestino, Andy Roddick se confundiu consigo mesmo e perdeu, há pouco, para Juan Monaco no ATP da Flórida por 5/7 e 0/6.

Sem explicação


Ao término da partida, Dácio Campos, comentarista do Sportv, disse não compreender a causa da derrota do norte-americano e que seria bom o jogador repensar a atitude para o resto da carreira. Observou que Roddick entregou o jogo cedo demais e não teve poder de reação.

Roddick deu sinais de não ter aceitado a derrota do primeiro set e, sem concentração, levou o pneu em casa no segundo e definitivo.

Com explicação

Andy Roddick e somente ele pode esclarecer o que ocorreu consigo.

Ele vinha sem bons resultados na temporada e ontem venceu afirmativamente Roger Federer.

Hoje, talvez tenha passado na cabeça de Roddick, soberbo por natureza do caráter, que se ele foi capaz de vencer Federer, certamente ganharia de Monaco.




Se o norte-americano pensou isso, pensou errado e esqueceu de jogar.

O argentino não, consistente na base e brigador, foi para o confronto e se deu bem. Pega agora Mardy Fish nas quartas, que hoje derrotou Nicolas Almagro.

Esse tipo de prepotência ocorre com os tenistas.


Estranho ocorrer, se assim foi, com um profissional treinado e experiente.

What the shit, Andy!


foto e ilustração: AP, twitter
inovabrasil